Um grupo de deputados estaduais do Rio de Janeiro vai apresentar um projeto de lei para anistiar os policias militares e bombeiros expulsos após participarem do movimento reivindicatório do último mês de Fevereiro.
Ao todo, já foram expulsos 12 policiais militares e 13 bombeiros.
Expulsão seria ilegal
De acordo com o deputado Paulo Ramos (PDT-RJ), autor da proposta, a expulsão dos agentes de segurança só poderia ser decidida na Justiça:
"O Regimento Interno da Polícia Militar prevê que policias só podem ser expulsos por decisão judicial, e não por atos administrativos, como ocorreu", explica o parlamentar, que também foi major da Polícia Militar.
Ainda segundo Ramos, a atitude foi uma determinação direta do governador, apenas cumprida pelas corporações:
"Os comandantes da PM e dos Bombeiros agiram sob o comando do governador Sergio Cabral. E eu me sinto na obrigação de entrar com um projeto para anistiar esse profissionais. Eu sempre me posiciono contra a exclusão dos PMs e Bombeiros que participam de movimentos reivindicatórios", acrescenta.
O também deputado Luiz Paulo (PSDB-RJ) afirma que havia solicitado uma postura diferente do governo do estado:
"Eu já tinha pedido à presidência da Câmara que levasse ao governador Sergio Cabral um apelo para perdoar esses profissionais, seria um grande gesto da parte dele. Como não tivemos nenhuma resposta, está claro que está na hora de apresentar um projeto nesse sentido", lembra.
Governista também é contra a expulsão
O presidente da Comissão de Segurança Pública da Alerj, Zaqueu Teixeira (PT-RJ), membro da base governista, é mais um a fazer coro pela anistia dos agentes de segurança.
"O regulamento da PM e dos Bombeiros tem vários tipos de punição pro que aconteceu. A gente pede ao governador que reveja essa punição e readmita os policiais e bombeiros".
Fonte: Jornal do Brasil
Via: Cabo Heronides
Aumentou para 13 o número de mortos na tragédia no colégio Tasso da Silveira, em Realengo. Chegou ao Instituto Médico-Legal na tarde desta quinta-feira o corpo de mais uma vítima, uma menina ainda não identificada, que estava no Hospital de Saracuruna. Agora são 12 meninas e um menino morto. Apenas oito corpos foram identificados até agora: Karine Chagas de Oliveira, 14 anos; Rafael Pereira da Silva, 14 anos; Milena dos Santos Nascimento, 14 anos; Mariana Rocha de Souza, 12 anos; Larissa dos Santos Atanázio; Bianca Rocha Tavares, 13 anos; Luiza Paula da Silveira, 14 anos; e Laryssa Silva Martins, 13 anos.
Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, abriu fogo contra estudantes da escola. Ele deixou uma carta em que afirma que os impuros não poderão tocar seu corpo sem luvas. O assassino diz que quer ser despido, banhado e seco após sua morte, quando deverá ter o corpo envolto em um lençol branco. Ele pede também para ser enterrado ao lado de sua mãe.
FONTE: CASO DE POLICIA - EXTRA ONLINE
















