O índio Rosivaldo Ferreira da Silva, o 'Cacique Babau', chefe da tribo dos Tupinambás, e o seu irmão Givaldo Jesus da Silva, o "Gil", foram transferidos na manhã de ontem da sede da Polícia Federal da Bahia, onde estavam presos desde o dia 10 de março deste ano, para o Presídio Federal de Mossoró (PFMOS).
Eles haviam sido presos na Serra do Padeiro, em Buerarema, no Estado da Bahia, em uma ação da Polícia Federal, sob força de um mandado de prisão expedido em agosto do ano passado, mas só foram encontrados depois de sete meses.
O líder indígena é acusado de praticar atos de violência, ameaça e perturbação da ordem e bloqueio de rodovias, além de crime de dano e cárcere privado, invasão de fazendas, tentativa de homicídio, incêndio criminoso, ameaça de morte a fazendeiros, depredação de bens públicos, saques de bens em propriedades rurais e formação de quadrilha.
As desavenças entre índios e fazendeiros aumentaram depois que os "Tupinambás" ocuparam uma fazenda em Buerarema. Mesmo após a Justiça ter determinado a reintegração de posse, os indígenas permanecem no local. Cerca de 3 mil índios vivem entre os municípios de Buerarema e Ilhéus. A violência na região aumentou depois que a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) divulgou um parecer de reconhecimento de território em favor dos aborígines.
A tribo teria direito a 47 mil hectares, quase dez vezes mais do que a área que ocupa hoje, que é de cinco mil hectares.
O laudo da Funai é contestado pelos fazendeiros. O território em disputa reúne mais de 600 propriedades. A maioria produz cacau. Desde o início dos conflitos, 23 fazendas já foram invadidas pelos Tupinambás. Agora, o Presídio Federal conta com 85 detentos, mas sua capacidade é de 208 celas comuns individuais e 12 de isolamento - Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).
FONTE: GAZETA DO OESTE
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