Brasília – Forças dos Estados Unidos e de mais quatro países iniciaram ataques contra as tropas do líder líbio Muammar Khadafi, segundo informou o presidente Barack Obama, em um comunicado a jornalistas norte-americanos que acompanham a visita dele ao Brasil. A força de coalizão é formada por Inglaterra, França, Itália e Canadá, além dos EUA.
De acordo com Obama, o uso da força não era a primeira opção dos norte-americanos. Porém, ele lembrou que a comunidade internacional deu um prazo para Khadafi cessar fogo contra os insurgentes. Segundo Obama, o ultimato foi ignorado pelo líder líbio. O presidente afirmou que ação militar é para defender o povo líbio dos ataques das forças de Khadafio e, também, os interesses dos Estados Unidos e dos países da coalizão.
“Estamos respondendo aos pedidos do povo e reagindo contra uma ameaça ao mundo e aos Estados Unidos”, afirmou Obama em comunicado gravado em Brasília e transmitido pelas redes de televisão dos Estados Unidos. "Tenho consciência dos riscos de uma ação militar. Quero que o povo americano saiba que o uso da força não foi nossa primeira opção".
Obama informou que soldados americanos não serão usados para combates em terra. As ações militares estão concetradas em ataques aéreos e de navios de guerra, com o objetivo de gatrantir a zona de exclusão aérea aprovada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas na última quinta-feira (17) e proteger a população civil de ataques das forças leais ao governante líbio.
Mais cedo, o Ministério da Defesa da França informou que caças franceses atacaram veículos militares líbio.
Fonte: Agência Brasil
Via Jornal Tribuna do Norte
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sábado, 19 de março de 2011
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Dilma Rousseff e Michel Temer são diplomados no TSE
Dilma Rousseff e Michel Temer foram diplomados presidenta e vice-presidente da República pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A cerimônia contou com a participação dos ministros do atual e do futuro governo, de figuras da política nacional e dos ministros de tribunais superiores.
A cerimônia durou cerca de meia hora e foi presidida pelo ministro Ricardo Lewandowski, presidente do TSE.
Após receber o diploma, Dilma fez um discurso destacando o desafio de suceder o presidente Lula, sua responsabilidade junto às mulheres brasileiras e as prioridades de seu governo que serão a saúde, a educação, a segurança e a estabilidade econômica.
FONTE: AGENCIA BRASIL
sábado, 4 de dezembro de 2010
Lula afirma que Dilma está livre de “herança maldita”
Rio de Janeiro (AE) - Em discurso repleto de elogios à sua gestão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que a presidenta eleita, Dilma Rousseff, “não receberá nenhuma herança maldita”, como ele próprio afirmou ter recebido. “A Dilma ajudou a construir o Brasil que ela vai receber”, acrescentou Lula.
O presidente mais uma vez abandonou o discurso escrito e falou de improviso durante a 3ª Conferência das Comunidades Brasileiras no Exterior, realizada no Rio. Após afirmar que o Brasil oferece hoje mais oportunidades do que muitos países considerados ricos, Lula citou uma série de obras e realizações de seu governo. Ele falou sobre as perspectivas econômicas que deixará para Dilma e exortou a plateia a olhar “bem para a cara do presidente, para ver o que é otimismo”.
Referindo-se à Petrobras, Lula classificou como paradoxo “um metalúrgico socialista passar para a história como o presidente que promoveu a maior capitalização da história da humanidade”. “A Petrobras, que valia apenas 15 merrecas de bilhões de dólares, hoje vale praticamente US$ 203 bilhões”, discursou. Em seguida, citou a realização da Copa no País em 2014 e das Olimpíadas no Rio, dois anos depois: “São coisas que a gente jamais imaginava, porque o pessimismo era muito grande.”
Segundo Lula, sempre se disse em época de eleição que o País estava quebrado e não tinha jeito. Para ele, certamente não teria jeito “se a gente olhasse com os mesmos olhos que alguns olharam o Brasil durante muito tempo”. “Era preciso fazer algo diferente e tentar incluir aqueles que estavam fora do mercado, da universidade e do consumo”, declarou. “Pode pegar a Alemanha, os EUA, possivelmente só a China deve ter coisas mais importantes.”
Fazendo um paralelo internacional, o presidente afirmou que: 1) de todas as hidrelétricas que estão em construção no mundo, as três maiores são brasileiras (Santo Antônio, Jirau e Belo Monte); 2) de todas as ferrovias construídas no mundo, “certamente” as três das maiores estão no Brasil (Norte-Sul, Transnordestina e Oeste-Leste); e 3) quatro das maiores refinarias do mundo estão sendo construídas no Brasil (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro e as refinarias do Maranhão, Ceará e Pernambuco). “Desde 1980 o Brasil não fazia uma refinaria. São R$ 60 bilhões de investimento nas quatro”, discursou. Segundo Lula, investimentos para a exploração do pré-sal tornarão o Brasil um dos mais poderosos no setor. Ele também citou o ProUni e afirmou que está perto o dia em que gerentes de bancos, dentistas e embaixadores serão negros no Brasil.
Dirigindo-se à plateia de diplomatas e membros do Conselho de Representantes dos Brasileiros no Exterior, que tomaram posse ontem, Lula disse que, enquanto países europeus começaram a perseguir imigrantes e ciganos após a crise de 2008, foram legalizados no Brasil mais de 150 mil paraguaios e bolivianos, entre outros. “A gente não vai resolver o problema da incapacidade de governança dos dirigentes jogando a culpa nos coitados do imigrantes”, disse. Lula classificou como “tempo tenebroso” aquele em que, afirmou, brasileiros precisavam fugir do País, porque “passamos mais de 20 anos sem gerar empregos”. Em seguida, afirmou que brasileiros estão retornando e que não está longe o dia em que só viverá no exterior quem quiser, por vontade, não por necessidade.
Bem-humorado, Lula começou o discurso chamando Celso Amorim de “ministro sainte das Relações Exteriores”. “Eu perguntei ao Celso por que ele não havia falado um pouco mais. `Estou saindo, estou saindo’, ele respondeu. Tem que falar mais, meu caro. Quando a gente está morrendo afogado, grita para se salvar”, brincou Lula. Pouco depois, disse que ele próprio era um presidente “sainte”. Outro momento de risos foi quando apresentou o ministro da Cultura como “Juca de Oliveira”. Em seguida, se corrigiu, chamando-o pelo sobrenome Ferreira, e justificou: “É que estou sempre vendo novela.”
O presidente mais uma vez abandonou o discurso escrito e falou de improviso durante a 3ª Conferência das Comunidades Brasileiras no Exterior, realizada no Rio. Após afirmar que o Brasil oferece hoje mais oportunidades do que muitos países considerados ricos, Lula citou uma série de obras e realizações de seu governo. Ele falou sobre as perspectivas econômicas que deixará para Dilma e exortou a plateia a olhar “bem para a cara do presidente, para ver o que é otimismo”.
Referindo-se à Petrobras, Lula classificou como paradoxo “um metalúrgico socialista passar para a história como o presidente que promoveu a maior capitalização da história da humanidade”. “A Petrobras, que valia apenas 15 merrecas de bilhões de dólares, hoje vale praticamente US$ 203 bilhões”, discursou. Em seguida, citou a realização da Copa no País em 2014 e das Olimpíadas no Rio, dois anos depois: “São coisas que a gente jamais imaginava, porque o pessimismo era muito grande.”
Segundo Lula, sempre se disse em época de eleição que o País estava quebrado e não tinha jeito. Para ele, certamente não teria jeito “se a gente olhasse com os mesmos olhos que alguns olharam o Brasil durante muito tempo”. “Era preciso fazer algo diferente e tentar incluir aqueles que estavam fora do mercado, da universidade e do consumo”, declarou. “Pode pegar a Alemanha, os EUA, possivelmente só a China deve ter coisas mais importantes.”
Fazendo um paralelo internacional, o presidente afirmou que: 1) de todas as hidrelétricas que estão em construção no mundo, as três maiores são brasileiras (Santo Antônio, Jirau e Belo Monte); 2) de todas as ferrovias construídas no mundo, “certamente” as três das maiores estão no Brasil (Norte-Sul, Transnordestina e Oeste-Leste); e 3) quatro das maiores refinarias do mundo estão sendo construídas no Brasil (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro e as refinarias do Maranhão, Ceará e Pernambuco). “Desde 1980 o Brasil não fazia uma refinaria. São R$ 60 bilhões de investimento nas quatro”, discursou. Segundo Lula, investimentos para a exploração do pré-sal tornarão o Brasil um dos mais poderosos no setor. Ele também citou o ProUni e afirmou que está perto o dia em que gerentes de bancos, dentistas e embaixadores serão negros no Brasil.
Dirigindo-se à plateia de diplomatas e membros do Conselho de Representantes dos Brasileiros no Exterior, que tomaram posse ontem, Lula disse que, enquanto países europeus começaram a perseguir imigrantes e ciganos após a crise de 2008, foram legalizados no Brasil mais de 150 mil paraguaios e bolivianos, entre outros. “A gente não vai resolver o problema da incapacidade de governança dos dirigentes jogando a culpa nos coitados do imigrantes”, disse. Lula classificou como “tempo tenebroso” aquele em que, afirmou, brasileiros precisavam fugir do País, porque “passamos mais de 20 anos sem gerar empregos”. Em seguida, afirmou que brasileiros estão retornando e que não está longe o dia em que só viverá no exterior quem quiser, por vontade, não por necessidade.
Bem-humorado, Lula começou o discurso chamando Celso Amorim de “ministro sainte das Relações Exteriores”. “Eu perguntei ao Celso por que ele não havia falado um pouco mais. `Estou saindo, estou saindo’, ele respondeu. Tem que falar mais, meu caro. Quando a gente está morrendo afogado, grita para se salvar”, brincou Lula. Pouco depois, disse que ele próprio era um presidente “sainte”. Outro momento de risos foi quando apresentou o ministro da Cultura como “Juca de Oliveira”. Em seguida, se corrigiu, chamando-o pelo sobrenome Ferreira, e justificou: “É que estou sempre vendo novela.”
fonte: tribuna do norte
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Justiça libera acesso a processo da prisao de Dilma na época da ditadura
Presidente em foto da época em que foi presa
Foto: Reprodução
O Superior Tribunal Militar (STM) liberou nesta terça-feira (16), por 10 votos a 1, o acesso aos documentos do processo que levou à prisão de Dilma Rousseff na época da ditadura militar. A decisão se aplica ao pedido específico feito pelo jornal Folha de S.Paulo, mas deve pautar o posicionamento do tribunal em relação a pedidos semelhantes.
De acordo com o STM, o acesso à consulta e a cópias do processo só poderá ocorrer após a publicação da decisão, que deve ocorrer na próxima segunda-feira (22). O jornal entrou com a ação em agosto depois que o presidente da corte, Carlos Alberto Soares, decidiu não liberar o acesso aos documentos temendo que fossem usados com finalidade política.
O julgamento foi interrompido por duas vezes, a última no dia 19 de outubro, com placar de 2 votos a 2. A última interrupção ocorreu devido a um pedido de vista da Advocacia-Geral da União (AGU), que alegou que deveria ter sido citada na ação.
Com a demora no julgamento, o jornal entrou com uma ação cautelar no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo acesso aos documentos. A relatora do caso, ministra Cármen Lúcia, entendeu que houve censura prévia, mas não atendeu ao pedido da Folha de S.Paulo por entender que não poderia passar por cima de decisão de outra instância judicial antes do fim do julgamento.
De acordo com o STM, o acesso à consulta e a cópias do processo só poderá ocorrer após a publicação da decisão, que deve ocorrer na próxima segunda-feira (22). O jornal entrou com a ação em agosto depois que o presidente da corte, Carlos Alberto Soares, decidiu não liberar o acesso aos documentos temendo que fossem usados com finalidade política.
O julgamento foi interrompido por duas vezes, a última no dia 19 de outubro, com placar de 2 votos a 2. A última interrupção ocorreu devido a um pedido de vista da Advocacia-Geral da União (AGU), que alegou que deveria ter sido citada na ação.
Com a demora no julgamento, o jornal entrou com uma ação cautelar no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo acesso aos documentos. A relatora do caso, ministra Cármen Lúcia, entendeu que houve censura prévia, mas não atendeu ao pedido da Folha de S.Paulo por entender que não poderia passar por cima de decisão de outra instância judicial antes do fim do julgamento.
Fonte: Agência Brasil
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Brasil tem a primeira mulher presidente: Dilma Rousseff
Brasil tem a 1ª mulher presidente: Dilma Rousseff O Brasil elegeu hoje, 31 de outubro de 2010, a primeira mulher presidente da República. Com 92% das urnas apuradas, Dilma Rousseff é considerada vitoriosa com 55,3% dos votos válidos. Seu adversário do PSDB, José Serra, tem, até o momento, 44,6%.
Os brasileiros foram às urnas no domingo que antecede o feriado de 2 de Novembro com a convicção de que o projeto iniciado pelo governo Lula em 2003 será aprofundado e aprimorado por Dilma. Ainda hoje, a presidente eleita deve fazer um pronunciamento no hotel em Brasília onde acompanha a apuração dos votos com seus aliados.
O compromisso é fazer um governo de união. “Se eu for eleita, amanhã se inicia uma nova etapa na democracia brasileira. Tenho o compromisso democrático de governar para todos os brasileiros com a coligação que me trouxe até aqui", disse na última entrevista concedida como candidata, antes de votar, em Porto Alegre.
Aliados
Reunidos num hotel em Brasília para acompanhar a apuração dos votos, aliados da candidata Dilma Rousseff traçaram o caminho que deve ser seguido pelo novo governo. Mais do que a continuidade, Dilma vai imprimir seu estilo no governo que vai aprimorar os programas sociais e garantir o crescimento econômico.
Segundo o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, Dilma vai cumprir a meta de erradicação da miséria e manter a integração entre crescimento econômico e inclusão social. “O governo Dilma vai ser um outro governo. Ela vai dar seu tom e estilo, e aprofundar o que governo Lula começou. O Brasil pode e tem que erradicar a miséria. E a integração entre crescimento e divisão da riqueza vai ser a marca do governo da presidenta Dilma Rousseff”, acrescentou Temporão.
Na mesma linha, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, não prevê um governo idêntico ao de Lula, mas aposta que Dilma Rousseff vai continuar com a política de valorização do salário mínimo, por exemplo. “A Dilma vai manter a nossa política de valorização todos os anos do salário mínimo com aumentos acima da inflação. E, de certa forma, isso já está contemplado no Orçamento”, explicou.
Para o ministro, com Dilma na presidência da República, o Brasil vai continuar crescendo, com inflação sob controle, geração de emprego e investimentos em infraestrutura. “A continuidade significa manter os programas, a linha, mas vai sair um presidente e vai entrar outra. Com a caneta cheia para nomear quem quiser”, brincou Paulo Bernardo.
Na avaliação do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, o país está pronto para seguir mudando. “Vamos deixar uma herança do bem. Um país ajustado, pronto para continuar crescendo e reduzindo a pobreza.”
Segundo o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, Dilma vai cumprir a meta de erradicação da miséria e manter a integração entre crescimento econômico e inclusão social. “O governo Dilma vai ser um outro governo. Ela vai dar seu tom e estilo, e aprofundar o que governo Lula começou. O Brasil pode e tem que erradicar a miséria. E a integração entre crescimento e divisão da riqueza vai ser a marca do governo da presidenta Dilma Rousseff”, acrescentou Temporão.
Na mesma linha, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, não prevê um governo idêntico ao de Lula, mas aposta que Dilma Rousseff vai continuar com a política de valorização do salário mínimo, por exemplo. “A Dilma vai manter a nossa política de valorização todos os anos do salário mínimo com aumentos acima da inflação. E, de certa forma, isso já está contemplado no Orçamento”, explicou.
Para o ministro, com Dilma na presidência da República, o Brasil vai continuar crescendo, com inflação sob controle, geração de emprego e investimentos em infraestrutura. “A continuidade significa manter os programas, a linha, mas vai sair um presidente e vai entrar outra. Com a caneta cheia para nomear quem quiser”, brincou Paulo Bernardo.
Na avaliação do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, o país está pronto para seguir mudando. “Vamos deixar uma herança do bem. Um país ajustado, pronto para continuar crescendo e reduzindo a pobreza.”
Balanço
No balanço sobre a campanha eleitoral, o assessor especial da presidência, Marco Aurélio Garcia, lamentou a mobilização de “setores do submundo da política” que evitou uma discussão politizada. Segundo ele, a campanha foi exaustiva e Dilma deve tirar uns dias de descanso.
“O resultado revela que houve mais acertos que erros. Sempre que foi necessário, ela insistiu muito no projeto nacional de desenvolvimento, nas grandes políticas que foram as do governo Lula, que devem ganhar em qualidade neste governo”, disse Marco Aurélio Garcia. “O momento agora, como se diz em linguagem futebolística, é correr para o abraço.”
“O resultado revela que houve mais acertos que erros. Sempre que foi necessário, ela insistiu muito no projeto nacional de desenvolvimento, nas grandes políticas que foram as do governo Lula, que devem ganhar em qualidade neste governo”, disse Marco Aurélio Garcia. “O momento agora, como se diz em linguagem futebolística, é correr para o abraço.”
Fonte: Site da Dilma
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