A Divisão de Investigação e de Combate ao Crime Organizado – Deicor está investigando a possibilidade de dois dos sete assaltantes que foram presos na quarta-feira passada, em uma ação das polícias Federal, Civil e Militar do RN sob suspeita de terem aterrorizado moradores de São João do Sabugi, terem participado da chacina que vitimou o ex-prefeito de Campo Grande e mais dois policiais militares, em março desse ano. Além deles, outras 13 pessoas estão sendo investigadas, entre pistoleiros, mandantes e outros. A previsão é que o caso seja concluído até o fim desse ano.
Em declaração ao Jornal De Fato de Mossoró, o delegado da DEICOR, Márcio Delgado, confirmou a possibilidade.
O ex-prefeito de Campo Grande, Antônio Francisco Nóbrega Martins Veras, e seus seguranças (ele era protegido pelo Estado), os soldados da Polícia Militar Jackson Cristino Dantas e Solano Costa de Medeiros, (lotados no 6° BPM em Caicó), foram mortos com centenas de tiros.
O delegado afirma que com as investigações, já foram levantados os nomes de pelo menos 15 pessoas que estaria direta ou indiretamente, ligadas a chacina.
Até o momento apenas o nome de um dos presos foi revelado, que é o Francisco Evaldo Gomes da Silva, o “Niniu”, que também é velho conhecido da polícia da região Oeste do RN, envolvido com diversos tipos de crime. Ele é acusado inclusive de ter assassinado o agricultor Francisco de Lima, “Neném de Otacílio”, em Caraúbas.
O nome do segundo envolvido no crime, e que foi preso esta semana suspeito de atemorizar a cidade de São João do Sabugi, ainda não será revelado, segundo, o delegado para não atrapalhar o andamento das investigações.
A motivação para morte de Antônio Veras, teria sido mesmo a briga antiga entre famílias da região. Quanto a identificação dos demais envolvidos, o delegado disse ao Jornal De Fato, apenas que “são toso do RN”.
Ex-prefeito e PMs mortos em Campo Grande
No dia 26 de março desse ano, o ex-prefeito de Campo Grande, Antônio Francisco Nóbrega Martins Veras, de 59 anos, e os policiais militares Jackson Cristino Dantas, 36, e Solano Costa de Medeiros, 34, foram assassinados com centenas de tiros quando se deslocavam de Caicó, onde Antônio Veras residia, para a sua fazenda, na zona rural de Campo Grande. As vítimas ainda tentaram escapar da emboscada – armada em uma estrada carroçável – mas não conseguiram. Os PMs estavam armados, mas não tiveram nem chances para reagir. O carro que eles estavam ficou bastante avariado devido a grande quantidade de tiros.
fonte: sidney silva
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