Enquanto o advogado do policial questiona sua prisão, a Polícia Civil continua ouvindo testemunhas do crime
FOTO: ALEX COSTA
José Munguba Neto, titular do 4º DP, ouviu dois homens que estavam numa moto atrás da viatura, no dia do crime
"A Justiça Militar não tem a competência para decretar a prisão do soldado Yuri Silveira". Esta foi a declaração do advogado Cordeiro Ângelo - que faz a defesa do soldado da PM que atirou em Bruce Cristian - na manhã de ontem no 4º DP (Pio XII). De acordo com ele, a defesa entrará com um pedido de habeas corpus junto ao Tribunal de Justiça.
O advogado acredita que a ação da Justiça Militar aconteceu para atender ao clamor da sociedade. "Sem dúvida nenhuma, a prisão de Yuri é mostrar serviço para sociedade e não é bem assim que funciona", afirma Ângelo. O soldado Yuri, segundo o advogado está muito abatido e abalado com tudo que aconteceu, não tendo a dimensão da repercussão do caso na Imprensa. "É melhor poupá-lo, senão ele ficará numa situação pior. Ele é conhecido por seus colegas como um ótimo policial e a favor do bem", disse. Ainda na manhã de ontem, duas testemunhas foram ouvidas no 4º DP, pelo delegado José Munguba Neto. Ele revelou que após a análise das imagens de segurança de dois prédios, e o depoimento de algumas testemunhas, entre elas, o pai do jovem, ele irá ouvir o soldado.
Uma das testemunhas contou que trafegava numa moto quando a viatura - que estava atrás dela - passou e depois parou, perto da outra moto, onde estava Cristian na garupa. Após ouvir o disparo, viu a moto cair e pediu a um amigo (também testemunha) para gravar as imagens. Desde o dia do crime, a testemunha, que também é motoqueiro, teme que a Polícia possa confundi-lo com algum bandido. "Sou motoqueiro e tenho medo de andar nas ruas e ser confundido com criminoso. O que aconteceu mostra um despreparo da Polícia em abordagens".
FONTE: DIARIO DO NORDESTE
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