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domingo, 27 de maio de 2012

CAPITÃO DA PM QUESTIONOU CONCURSO E ACABOU ENVIADO PARA ÁREA ONDE FOI AMEAÇADO

Depois de mais de uma década servindo ao Estado, o capitão da Polícia Militar Carlos Francisco Ludwig Neto se viu obrigado a acioná-lo na Justiça. Com ampla atuação no combate às milícias em sua carreira, o capitão foi transferido, no fim do último mês, para o 40º BPM (Campo Grande), na Zona Oeste do Rio deJaneiro, região com forte atuação desses grupos criminosos. Entrou com uma ação, na qual alegou que corria "risco iminente de morte", conseguiu sair do batalhão. Ficou lá só por nove dias e venceu o processo.
A ação do capitão Ludwig, na realidade, teve início com seu descontentamento por alterações no edital do concurso para o curso de aperfeiçoamento de militares da PM de 2012. As mudanças teriam deixado o policial de fora da primeira turma do curso, que irá promovê-lo a major. Sua transferência para o 40º, alega no processo, teria sido em decorrência de sua decisão de acionar o Estado.

Não foi a primeira vez que ele foi transferido desde que começou a brigar pela vaga. Antes de apelar à Justiça, o capitão entrou com um recurso administrativo dentro da PM. Um dia depois, em 20 de março deste ano, foi publicado no boletim da corporação a mudança de Ludwig da Corregedoria para a a Diretoria Geral de Pessoal (DGP), a "geladeira" da PM.
Para o batalhão de Campo Grande, foi transferido em 25 de abril, dois dias antes de sua ação começar a tramitar na Justiça e data em que, de acordo com capitão, a PM já tinha conhecimento de que entraria com uma ação.

Através de sua assessoria de imprensa, a corporação negou que a movimentação do capitão tenha relação com o seu recurso administrativo. Sobre a transferência para o 40º BPM, a polícia alegou que "faz parte da rotina de todo policial militar o risco decorrente da prisão de qulquer delinquente na área em que trabalha".
A juíza Alessandra Cristina Tufvesson Peixoto, em sua decisão, favorável à volta de Ludwig para a DGP, afirmou que o recurso interposto por ele não pode resultar em "dano a sua vida ou integridade física". A magistrada, no entanto, negou o pedido do policial de ser matriculado na primeira turma do curso. A ação agora está sendo julgada em 2ª instância.
Acusação contra Chico Bala
Mudanças no Edital
Na ação, o capitão alega que sofreu danos pelas modificações no edital, feitas após a realização de todas as etapas do concurso, modificando inclusive o critério de seleção. Ludwig está matriculado na segunda turma do curso, mas que não tem data ainda para começar. No fim das aulas, vai virar major.  

Decisão judicial
Em primeira instância, a Justiça reconheceu a mudança nos critérios de seleção da PM, mas considerou a modificação válida.

Posição da PM
A Polícia Militar informou que a modificação foi decorrente da abertura de um maior número de vagas para a promoção, e acrescentou que Ludwig vai frequentar a segunda turma do curso, com início previsto para o segundo semestre deste ano.  

Represália
Para a Justiça, o capitão relatou que, um dia depois de ter entrado com o recurso interno da corporação, foi convocado pelo corregedor da PM, na presença do subcorregedor, e comunicado que estava criando transtornos à Administração Publica. Por isso, havia sido requerida sua transferência ao Chefe do Estado Maior Operacional da Policia Militar. No mesmo dia, saiu da corregedoria e foi para a DGP.  

Testemunha
O capitão Ludwig foi testemunha de acusação, uma semana depois de sair do 40º BPM, em processo no $o ex-policial militar Francisco César Silva de Oliveira, conhecido como "Chico Bala", era julgado por tentativa de homicídio. O miliciano atua na área de Campo Grande. Ludwig chegou a fazer a segurança da vítima.

Prejuízos
Além do risco de vida, o PM alega na Justiça que teve grande prejuízo financeira, pois, ao ser transferido, perdeu gratificação de R$ 1.200 que recebia quando era lotado na Corregedoria Interna da corporação.
 
 
 
GLOBO

sábado, 20 de novembro de 2010

HERÓIS: FACES DA MORTE - Salário/dia de um PM no Rio de Janeiro


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O GLOBO
                                                
 O Rio de Janeiro ocupa uma liderança macabra, sendo o lugar onde mais policiais são mortos em serviço no mundo.Não se tem notícia de qualquer outro local, que não esteja vivenciando uma guerra, onde policiais de serviço são assassinados em número tão elevado.
Heróis que morrem defendendo a população, completamente esquecidos pelo governo que paga salários miseráveis pelos seus sacrifícios e que nem oferece as condições adequadas de trabalho.
JUNTOS SOMOS FORTES! 

PAULO RICARDO PAÚL 
PROFESSOR E CORONEL
 
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

POLICIAIS CIVIS E MILITARES RECEBEM PRÊMIOS EM DINHEIRO POR SUPERAREM METAS NO RJ

Dezoito mil policiais civis e militares de 26 Áreas Integradas de Segurança Pública (Aisp) receberão prêmios em dinheiro concedidos pela Secretaria de Segurança Pública, por terem superado suas metas no Segundo Ciclo de Metas de Acompanhamento de Resultados, criado em junho de 2009. Em junho deste ano, por exemplo, a 18ª Aisp, que compreende a área de Jacarepaguá e adjacências, não teve registrado um homicídio ou latrocínio sequer. A média do ano passado foi de sete vítimas por mês.

Divulgado nesta quarta-feira pelo secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, o Segundo Ciclo concluiu que 26 Aisp, das 40 existentes, cumpriram as metas estabelecidas. No segundo semestre do ano passado, no Primeiro Ciclo, 12 áreas já haviam melhorado o seu desempenho.

Em junho de 2010, foram registrados 347 homicídios dolosos, contra 439 no mesmo mês do ano passado - uma queda de 21%. Este é o menor número de vítimas dentre todos os meses da série histórica, iniciada em 1991. Em relação a roubo de veículos, a redução foi de 13,6% - passou de 1.968 casos em junho de 2009 para 1.701 em junho deste ano. No mesmo período, os roubos de rua (a transeunte, de celular e em ônibus) foram 7.845 no ano passado e 1.369 em junho deste ano - uma redução superior a 18%.

Em maio, também foi registrado o menor número de homicídios desde 1991 . Foram 363 assassinatos, o que representou uma queda de 30,5% em comparação ao mesmo período do ano passado.

FONTE: O Globo


NOTA DO BLOG: O reconhecimento do serviço prestado pelos policiais por parte das autoridades que compõem o sistema de segurança pública dos Estados deveria ser um fato comum. Porém, muitos policiais sentem-se desestimulados por não serem reconhecidos e serem mal remunerados. No nosso Estado, existe um projeto de lei já na Assembléia Legislativa que cria uma gratificação pecuniária para os policiais que apreenderem armas; entretanto, o projeto ainda não tem data para ser votado. De qualquer forma, todos servidores sentem-se mais estimulados ao trabalho quando se cria uma expectativa de melhor remuneração pelo seu desempenho. Espero que a idéia possa se espalhar nas demais unidades federativas.

Retirada do Sd Glaucia