Em depoimento no Fórum de Contagem, Sérgio Rosa Sales, primo do goleiro Bruno, além de negar informações contidas no primeiro depoimento formal dado à polícia, disse também que chegou a ser agredido fisicamente pelo delegado Júlio Wilke, um dos delegados que participou das investigações do caso. Segundo o acusado, dentro da sala do delegado, ele teria sido asfixiado com uma sacola na cabeça.
De acordo com Sérgio, ele foi preso por volta das 6h da manhã do dia 7 de julho. Segundo o acusado, assim que ele entrou na viatura policial, o delegado o questionou: “onde está o corpo de Eliza Samudio?”
O primo do goleiro afirma que respondeu dizendo que não sabia e acabou sendo agredido fisicamente pelo delegado. Ao chegar no Departamento de Investigações, no Bairro Lagoinha, em Belo Horizonte, Sérgio afirmou também que Júlio Wilke teria batido várias vezes em seu no rosto.
Uma agente do Ceresp São Cristóvão também teria feito pressão psicológica, mostrando ao réu a carceragem e dizendo que muitos detentos queriam a carne de Sérgio.
A “sacolada” teria acontecido na sala do delegado depois de ouvir o depoimento prestado por J. à polícia. O réu afirmou que no depoimento de J. ele era apontado como uma das pessoas que saiu no Eco Sport do goleiro com Eliza. Diante da violência ele acabou dizendo que não era ele no carro, e sim o próprio goleiro Bruno. Sérgio afirma que prestou depoimento desde as 8h da manhã até as 22h no dia 7 de julho. O primeiro depoimento lido pela oficial de Justiça foi prestado pelo réu no dia 8 de julho.
FONTE: Estado de Minas
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