Policiais militares e homens da polícia ambiental faziam cumprir a ordem judicial e intimidavam os moradores. "Nos foi solicitado o cumprimento desse mandato e nós estamos aqui para dar segurança aos três oficiais de justiça que aqui estão", explicou o Tenente Almeida, quando indagado sobre a presença da polícia ambiental.
O cenário era desolador. Gente correndo para retirar os móveis, crianças chorando enquanto assistiam a derrubada das casas por um trator, móveis por todas as partes, e o desespero no rosto das pessoas. "Tenho filhos pequenos e não tenho para onde ir. Passei tantas horas trabalhando para construir essa casa e em menos de 5 minutos botaram a baixo. Dizem que foi uma ordem judicial. Mas como a justiça pode fazer isso com famílias de bem, que não fazem mal a ninguém. Um absurdo!", dizia ela, enquanto chorava a diarista Eliene Valentim Alves.
A aposentada Ana Maria de Medeiros não se conformava com a derrubada de sua casa. "Terminei de construir essa casa no final de semana passado. Fiz um empréstimo para comprar o material de construção. Agora estou sem ter onde ficar e ainda mais endividada. Tenho 86 anos e nunca tinha passado por um momento de tanta tristeza", dizia, enquanto assistia a derrubada de sua casa.
O desespero de Jeiciane de Oliveira, mãe de Pedro Vitor, 1 ano e 3 meses, chamava a atenção de quem estava no local. "Dizem que essa terra tem um dono, mas eu comprei o meu terreno por R$ 3 mil. Ver hoje tudo que tenho sendo derrubado me dá um desespero. Não tenho para onde ir com esse menino pequeno. Cadê que a justiça vê isso também?", perguntava em tom de desespero.
O desespero de Jeiciane de Oliveira, mãe de Pedro Vitor, 1 ano e 3 meses, chamava a atenção de quem estava no local. "Dizem que essa terra tem um dono, mas eu comprei o meu terreno por R$ 3 mil. Ver hoje tudo que tenho sendo derrubado me dá um desespero. Não tenho para onde ir com esse menino pequeno. Cadê que a justiça vê isso também?", perguntava em tom de desespero.
A apreensão de Jeiciane ficou menor com a chegada do representante do Conselho Tutelar de Mossoró. "A reintegração de posse é um direito que assiste aos verdadeiros donos do terreno. Mas a forma como ela está sendo feita é totalmente irregular e fere o Estatuto da Criança e do Adolescente. Eles não podem ser deixados sem um lugar para ficar. Iremos buscar junto ao Ministério Público que essa ação de despejo seja interrompida e que só seja retomada depois que essas crianças sejam retiradas do local e colocadas em segurança. Já tomamos conhecimento que aqui existem mais de 50 crianças", informou Flávio Roberto, conselheiro tutelar.
Segundo a liminar expedida pelo juiz da 1ª Vara de Justiça, Edino Jales de Almeida Júnior, o terreno pertence a um particular e deve ser devolvido imediatamente. Para isso, as casas que existiam no local precisavam ser derrubadas. "Estamos aqui para fazer cumprir esse mandado. A ordem foi mandada pelo juiz e estamos aqui para fazer cumprir", disse o oficial de justiça, que preferiu não ser identificado.
Segundo a liminar expedida pelo juiz da 1ª Vara de Justiça, Edino Jales de Almeida Júnior, o terreno pertence a um particular e deve ser devolvido imediatamente. Para isso, as casas que existiam no local precisavam ser derrubadas. "Estamos aqui para fazer cumprir esse mandado. A ordem foi mandada pelo juiz e estamos aqui para fazer cumprir", disse o oficial de justiça, que preferiu não ser identificado.
FONTE: CORREIO DA TARDE
FOTOS: RAUL PEREIRA




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