Francisco Rogério esteve no Itep nesta segunda-feira para liberar corpo do filho Rafael Santos, 16, executado neste domingo (8), em Felipe Camarão.
Foto: Thyago Macedo
O servente conta que há pelo menos dois anos Rafael Santos abandou os estudos. “Ele não tinha interesse em ir pra aula e acabou deixando”. Sobre o uso de drogas, o pai ressalta que o adolescente começou com a maconha.
“Ele começou fumando maconha e depois passou a cheirar pó. Como a cocaína é uma droga cara, também começou a fazer coisas erradas, como roubar”. Rafael Santos foi executado na noite deste domingo, juntamente com o jovem Júlio Henrique Paulino da Silva, de 21 anos.
Os dois estavam em uma casa no bairro de Felipe Camarão. “Ele estava com uns coleguinhas bebendo na casa que é minha. Segundo contaram, quatro homens chegaram encapuzados e mataram os dois”.
O pai de Rafael lamenta a morte do filho. “Só quem perdeu fui eu que tive meu filho assassinado”. Até mesmo o cachorro vira-lata da família foi morto. “O cachorro Pingo foi tentar defender meu filho e os homens atiraram nele também”.
Outras pessoas estavam na casa no momento do duplo homicídio. Como os únicos a serem assassinados foram Júlio e Rafael, a polícia trabalha com a hipótese de acerto de contas.
Na manhã desta segunda-feira, o servente Francisco Rogério foi até o Instituto Técnico-Científico de Polícia para fazer a liberação do corpo de Rafael Santos. “O cachorro eu enterrei hoje de manhã. Agora, vou enterrar meu filho”, lamenta.
FONTE: NO MINUTO
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