Dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubos de prédios de luxo foram apresentados, nesta terça-feira, pela Polícia Civil. Com base nos boletins de ocorrência registrados pelas vítimas, o valor aproximado da quantia roubada chega a R$ 1,5 milhão, entre objetos e dinheiro. Priscila Galhego Luiz, de 30 anos, e André Luiz Ribeiro Chimokado, 36, foram detidos sábado em São Paulo, por meio de mandados de prisão cumpridos nos bairros de Santa Cecília, área central da cidade, e Ponte Rasa, Zona Leste Paulista. A polícia ainda não conseguiu comprovar a participação de uma outra suspeita.
Em Pernambuco, o grupo criminoso efetuou seis assaltos, entre outubro de 2009 e julho deste ano, em quatro edifícios, sendo dois em Boa Viagem, um em Casa Forte e um em Jaboatão dos Guararapes. Além do Recife, os assaltantes também atuaram Recife, Maceió, João Pessoa e Fortaleza. Um dos assaltos aconteceu ao apartamento do desembargador e ex-presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco, Jones Figueiredo.
Segundo o delegado João Gustavo Godoy, além da prisão da dupla, a polícia ainda conseguiu recuperar 40 relógios, 11 óculos-escuros, 2 câmeras fotográficas, 5 celulares, além de colares, anéis, pulseiras e cédulas dólar e de euro. O material roubado que não recuperado pela polícia já foi vendido na Praça da República, em São Paulo.
A polícia conseguiu chegar aos suspeitos após um trabalho de pesquisa em outros estados do país. Na busca por informações, Godoy descobriu que Priscila já tinha sido presa, em Minas Gerais, pelo mesmo crime, em 2003. Priscila foi identificada quando o delegado comparou as fotos da polícia com as imagens feitas pelos circuitos internos dos prédios invadidos. Depois, a polícia começou a rastrear as viagens de Priscila e constatou que ela estava sempre acompanhada por André Luiz.
Além da identificação por imagens e pelos registros das viagens realizadas pela dupla, o Instituto de Identificação Tavares Buril (IITB) conseguiu, através de exame datiloscópico, reconhecer as impressões digitais dos suspeitos. Foram analisadas as digitas encontradas duas caixas de joias.
A outra envolvida nos crimes, segundo a polícia, é uma mulher identificada como Gisele Freitas Nunes. Durante a apresentação da dupla presa, o delegado informou ter solicitado à Justiça um mandado de prisão. No entanto, a juíza da 8ª Vara Criminal Andreya Christhiany Gomes da Costa não expediu o mandado, alegando não ter provas suficientes para determinar o envolvimento da suspeita.
De acordo com o delegado, a identificação das digitais de Gisele não foi possível, pois sua carteira de identidade foi tirada quando ela ainda era criança. Além disso, a suspeita ainda usa um outro documento falso, com o nome de Caroline Montaner.
Priscila será encaminhada para a Colônia Penal Feminina do Recife e André Luiz irá para o Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, onde aguardarão julgamento.
Da Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR, com informações do Repórter Rafael Dias
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