Um casal de pernambucanos identificados como André Oliveira de Souza e Ana Lúcia Pimentel de Souza foi preso na noite desta segunda-feira (11/01), dentro de um flat em Ponta Negra, na Zona Sul de Natal, acusado de estelionato. A prisão foi feita por policiais militares do 5º Batalhão. Em poder dos dois foi encontrado uma vasto material e ainda mais de R$ 65 mil em dinheiro e cheques. Os dois foram levados para a delegacia de Plantão da Zona Sul.
De acordo com a polícia, a operação que terminou com a prisão do casal teve início a partir do momento da ação de uma vítima. "Várias multas decorrentes de infrações de trânsito estavam chegando na casa dessa pessoa sem que ela as tivesse cometido. Suspeitando que o seu veículo pudesse ter sido clonado, ele resolveu pesquisar e hoje se deparou com o André trafegando pela região de Ponta Negra com um veículo semelhante ao seu, um Astra, que estava com placas MOS 3176 de Patos na Paraíba. A partir daí ele nos acionou", relatou o Tenente Leão, do 5º Batalhão, que comandou a ação.
Com base na informação, os policiais militares do 5º Batalhão saíram em perseguição a André, e o abordaram em um quiosque na tradicional rua do Salsa, em Ponta Negra. "Ele ficou nervoso e não mostrava segurança nas informações prestadas. Foi aí que resolvemos ir até a casa dele, num flat em Ponta Negra", afirmou Leão. Na residência, estava a mulher de André, Ana Lúcia. Lá, a polícia encontrou vários materiais, sendo 16 cédulas de identidades, três carteiras nacionais de habilitação, cinco cartões de créditos - todos em nome de terceiros e falsos - quatro aparelhos celulares, um notebook e 13 folhas de cheques. No local foi apreendida ainda uma quantia superior a R$ 65 mil, sendo pelo menos R$ 20 mil em espécie.
Indagado a quem pertencia o material, André negou que fosse seu e disse ser da proprietária do flat, uma mulher identificada por ele apenas como Elen e que reside em Foz do Iguaçu, no Paraná. A polícia achou também no local comprovantes de que Elen estaria abrindo na cidade duas construtoras em sociedade com uma terceira pessoa. A polícia agora vai investigar a ligação dela com o casal. Há também a suspeita de que as construtoras serviriam apenas como fachadas para "lavar" dinheiro. "No entanto, isso somente as investigações inicialmente da polícia civil e depois possivelmente da Federal é que poderão comprovar", encerrou o Tenente.
FONTE: DN ONLINE
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