Vítima ligou de celular após cair a 140 metros de profundidade.
Homem de 58 anos tem várias fraturas e está em estado grave.
Homem de 58 anos tem várias fraturas e está em estado grave.
O cabo Silvio Clovis Domingues, do Corpo de Bombeiros de Marília, no interior de São Paulo, teve dificuldade para acreditar no pedido de socorro do pedreiro Adalto de Jesus, de 58 anos, que caiu em um precipício de 140 metros, no Vale do Itambé, em Marília, no interior de São Paulo. Ele sofreu a queda na manhã de domingo (10), mas desmaiou. Só nesta segunda, 22 horas depois, conseguiu pedir socorro aos bombeiros pelo celular.
“Eu achei que era um trote. O rapaz tinha dificuldade de falar, de conversar. Conforme eu fui perguntando, fui vendo que realmente se tratava de uma queda num precipício”, contou Silvio Clóvis Domingues, cabo do Corpo de Bombeiros. Gravações da ligação telefônica mostram como foi o diálogo.
"Eu estou aqui no buracão, caído, quebrado, queria que alguém me tirasse daqui", disse Adalto.
"O que aconteceu com o senhor?", perguntou o bombeiro.
"Eu passei no buracão, escorreguei e caí e estou aqui", disse Adalto.
"Qual é a rua que eu vou para chegar aí, amigo?", questionou o bombeiro.
"Ah, não tem rua, não", afirmou Adalto.
"Como é que eu vou chegar aí então?", disse o bombeiro
"Foi na pedreira", afirmou Aldalto.
A localização da vítima demorou mais de quatro horas. Foram seis ligações, todas na tentativa de definir o local exato do acidente.
"Você já ouviu sirene?", disse o bombeiro.
"Ainda não", afirmou Adalto.
"Eu estou escutando um barulho de água", disse Adalto.
"Tem córrego aí?", perguntou o bombeiro.
" Não é um córrego, é uma bica que dá nas pedras", disse Adalto.
"Se você ouvir a sirene, liga pra mim", disse o bombeiro.
" Eu não estou aguentando mais", afirmou Adalto.
" Aguenta sim, aguenta aí, meu irmão."
O pedreiro citou o nome de duas ruas. As pistas ajudaram na localização. Quatro horas e meia depois do primeiro telefonema, o alívio.
" Estou ouvindo agora ", afirmou Adalto.
"Ele está ouvindo, tenente", disse o bombeiro.
"Estou ouvindo ", disse Adalto.
' Está ouvindo a sirene?", disse o bombeiro.
"Estou ouvindo alguém falar, gritar ", disse Adalto.
"Já te acharam, está bom, irmão? ", afirmou o bombeiro.
" Está ", disse Adalto.
" Eu não estou aguentando mais", afirmou Adalto.
" Aguenta sim, aguenta aí, meu irmão."
O pedreiro citou o nome de duas ruas. As pistas ajudaram na localização. Quatro horas e meia depois do primeiro telefonema, o alívio.
" Estou ouvindo agora ", afirmou Adalto.
"Ele está ouvindo, tenente", disse o bombeiro.
"Estou ouvindo ", disse Adalto.
' Está ouvindo a sirene?", disse o bombeiro.
"Estou ouvindo alguém falar, gritar ", disse Adalto.
"Já te acharam, está bom, irmão? ", afirmou o bombeiro.
" Está ", disse Adalto.
FONTE: G1
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