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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Vândalos saqueiam escola e roubam até janelas do lugar




O cenário é de total abandono. A placa que identifica a escola está prestes a cair. Essa é a primeira impressão de quem procura a Escola Estadual Francisco Antônio de Medeiros, localizada no Bairro Belo Horizonte em Mossoró.
Ao entrar, a ferrugem dos portões nos informa que há muito tempo a unidade escolar não recebe uma pintura. As paredes imprimem a mesma impressão. A equipe do CORREIO DA TARDE foi recebida pela diretora da escola, Vanuza Noronha, que nos relata os principais problemas da instituição e nos leva a conhecer alguns deles.
"A nossa situação é bastante preocupante. A nossa estrutura física não oferece nenhuma condição de trabalho. Da porta da frente ao quintal da escola existem problemas a serem resolvidos. A nossa situação só mudaria com uma reforma total desse prédio que existe há mais de 60 anos e nunca foi reformado", argumenta.
O passeio pela escola começa pelos banheiros. Dos três, apenas um funciona. Para poder dar descarga, só com um balde. Nas salas de aula faltam: carteiras, ventiladores, e o que mais impressiona, nenhuma delas tem mais janela. "O que ocorre aqui é que não temos segurança. Como parte da escola é toda aberta, os ladrões entram e roubam tudo. Na minha primeira gestão foram comprados 22 ventiladores e reformada todas as janelas. Tudo já foi danificado pelos vândalos", ressalta.
Ela explica que em relação a falta de carteira, o problema é ainda maior. "Não tem carteira suficiente para todos os alunos. Tem dias que eles precisam revezar. O problema cresceu depois que muitas delas foram quebradas pelos próprios alunos", explica.
Outro fator que chama a atenção é o número reduzido de servidores. Segundo a diretora, a Escola Estadual Francisco Antônio de Medeiros não tem secretário, porteiro e faltam professores. "Aqui eu faço de tudo um pouco. Na hora de receber os alunos fico no portão, quando precisa ajudo na secretaria e ainda tenho que dar uma força na cozinha, por que o número de funcionários é pequeno para a nossa demanda. Fechamos o ano de 2010 com 747 alunos matriculados. Sem falar na falta de professores. Somente em 2010 tínhamos um déficit de três professores. Não tenho vergonha de dizer que precisamos de ajuda", clamou a diretora.
De acordo com Vanuza Noronha, todas essas informações já foram repassadas para a Dired e para a secretaria estadual de educação, mas nenhuma providência foi tomada e não há nenhuma notícia de uma possível reforma. "A coisa mais rara do mundo é vir alguém aqui. Mesmo assim faço sempre questão de informar aos meus superiores a situação da escola. Infelizmente até agora não existe nenhuma notícia de uma possível reforma. Pelo andar da carruagem iremos começar o ano letivo de 2011 nas mesmas condições que terminamos 2010", lamenta.
Os pais dos alunos reclamam da falta de estrutura da escola, ao mesmo tempo, reconhecem o bom trabalho desenvolvido pelos funcionários da instituição.
"Mesmo sem nenhuma estrutura a equipe da escola é maravilhosa. Os meus filhos quando chegou aqui não sabia de nada e hoje ele cresceu muito no aprendizado e melhorou muito como aluno. Se tivéssemos condições físicas seríamos uma grande escola", ressalta Cleide da Silva Moura, mãe de dois alunos da escola.
O estudante Cristiano Gleidson, do 9º ano, estava na escola fazendo a matrícula e opinou "As autoridades não olham para a nossa escola por que aqui só estudam filhos de pobres trabalhadores. Como querer que a gente tenha um futuro melhor com a nossa escola desse jeito?", indagou.
O adolescente vai mais além e pede que as autoridades competentes façam alguma coisa pela instituição. "Tenho certeza que uma reforma nessa escola não vai custar tanto que não possa ser feita. Pedimos que venham aqui e vejam os resultados dos trabalhos desenvolvidos por essa escola. Quem sabe assim eles não reconheçam as nossas necessidades?", clamou.
Mesmo nessa situação a escola abriga quase 750 alunos, distribuídos nos turnos matutino, vespertino e noturno e nos ensinos fundamental e médio.
FONTE : CORREIO DA TARDE

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