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sábado, 18 de dezembro de 2010

Burocracia impede repasse de R$ 1,6 mi para o HRTM

Há mais de um ano e meio o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) enfrenta uma verdadeira batalha para instalar uma Unidade de Acolhimento para Situações de Risco em Mossoró. O mais impressionante é que recursos na ordem de R$ 1,6 milhão já foram liberados pelo Ministério da Saúde (MS), mas desde abril de 2009 estão emperrados na Caixa Econômica Federal (CEF). De acordo com o diretor do HRTM, Marcelo Duarte, a burocracia do banco está impedindo que se comece uma obra importante para a região e já financiada.
"É uma burocracia sem fim", desabafa o diretor. "Eles estão exigindo coisas para as quais não há tanta necessidade". Marcelo afirma que, para o Governo Federal, há apenas uma exigência para que se comece a instalação da Unidade de Acolhimento: o padrão de infraestrutura do prédio, que deve seguir o mesmo modelo em todo o país.
No entanto, ele conta que a CEF está exigindo reformulações em excesso, que poderiam ser evitadas. "Eles pediram um projeto de rede hidráulica, depois um de rede elétrica, depois exigiu uma alteração no metro quadrado da estrutura do prédio. Até agora, eu mobilizei tudo que pude, chamei políticos e, mesmo assim, não teve jeito". Marcelo acredita que, desse modo, o banco impede que se melhore uma situação que ele considera "uma necessidade local".
"Eles precisariam agilizar mais esses processos de avaliação, em função das necessidades e da importância do projeto. Porque não é uma coisa que vá beneficiar interesses de uma ou outra pessoa, mas que vai trazer benefícios para a população", lembra o diretor. Marcelo conta ainda que, apesar de todos os seus esforços, a cidade entra em 2011 ainda sem previsão de que a Unidade de Risco se instale. "Expectativa de que isso se solucione a gente tem todo dia, não só quando muda o ano", diz.
A reportagem do O Mossoroense ligou para a administração local da Caixa Econômica Federal. O gerente responsável pelo banco na cidade chama-se Carlos Augusto de Sousa. Uma secretária informou que Carlos estava em Areia Branca, cumprindo compromissos profissionais.
Histórico da verba
No início de 2009, representantes do Ministério da Saúde estiveram no Rio Grande do Norte para uma ação na capital potiguar. Natal teria que redirecionar recursos para tentar amenizar o caos no qual o seu sistema de saúde se encontrava. Na oportunidade, o diretor do HRTM, Marcelo Duarte, entrou em contato com os representantes federais e conseguiu que eles visitassem a unidade de saúde mossoroense.
"Mostrei a eles o meu projeto da instalação da Unidade de Risco. Para minha grata surpresa, na mesma semana recebi um comunicado da Secretaria de Saúde de que o projeto tinha sido aprovado e de que a verba já estava liberada. Informaram-me que o depósito tinha sido feito na Caixa na valor de R$ 1,6 milhão. Desde então, o banco começou com as exigências", conta o diretor.    

jornal O Mossoroense

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