ROMA- O jornal oficial do Vaticano fez duras críticas ontem ao primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, ao afirmar que suas piadas "com blasfêmias, antissemitas e sexistas" são "deploráveis", informa o site de notícias CNN nesta segunda-feira, 4.
O editorial foi publicado um dia depois do periódico ter afirmado que o líder italiano precisava ter mais respeito, em resposta a vídeos postados na web que mostravam Berlusconi contando piadas sobre o Holocausto e ridicularizando uma oposicionista a seu governo.
Todas as brincadeiras parecem ter sido feitas em encontros particulares, e gravadas em celulares ou aparelhos similares.
Em uma delas, o premiê conta uma piada sobre uma família judia que acusa um judeu de cobrar uma taxa diária para escondê-los dos nazistas durante a II Guerra Mundial, e que não conta à família que o conflito acabou.
Na outra, ele diz que a oposicionista Rosy Bindi é tão feia que assusta um homem que está sempre tentando conquistar as mulheres.
Nos vídeos, não há as datas de quando Berlusconi fez as piadas, mas o editor-chefe do jornal L'Avvenire disse que isso não importa. "O problema é ele fazer piadas e cometer gafes", escreveu Marco Tarquínio no sábado.
Um artigo no L'Osservatore Romano, o veículo oficial do Vaticano, afirma que o premiê pediu desculpas sobre a piada a respeito do Holocausto, mas ainda assim o criticou.
"As piadas do chefe do governo parecem mais deploráveis" e "ofendem indiscriminadamente o sentimento de fé e a memória sagrada dos seis milhões de vítimas" do Holocausto, de acordo com o diário.
Em um comício ontem, Berlusconi disse que gostaria de fazer mais piadas, mas que não pode, porque elas iriam enfurecer seu braço direito, Gianni Letta - cujas responsabilidades incluem fazer a ponte entre o primeiro-ministro e o Vaticano.
Retirada do estadão.com.br
Stefano Rellandini/Reuters
Primeiro-ministro italiano disse que gostaria de fazer mais piadas, mas não pode
Todas as brincadeiras parecem ter sido feitas em encontros particulares, e gravadas em celulares ou aparelhos similares.
Em uma delas, o premiê conta uma piada sobre uma família judia que acusa um judeu de cobrar uma taxa diária para escondê-los dos nazistas durante a II Guerra Mundial, e que não conta à família que o conflito acabou.
Na outra, ele diz que a oposicionista Rosy Bindi é tão feia que assusta um homem que está sempre tentando conquistar as mulheres.
Nos vídeos, não há as datas de quando Berlusconi fez as piadas, mas o editor-chefe do jornal L'Avvenire disse que isso não importa. "O problema é ele fazer piadas e cometer gafes", escreveu Marco Tarquínio no sábado.
Um artigo no L'Osservatore Romano, o veículo oficial do Vaticano, afirma que o premiê pediu desculpas sobre a piada a respeito do Holocausto, mas ainda assim o criticou.
"As piadas do chefe do governo parecem mais deploráveis" e "ofendem indiscriminadamente o sentimento de fé e a memória sagrada dos seis milhões de vítimas" do Holocausto, de acordo com o diário.
Em um comício ontem, Berlusconi disse que gostaria de fazer mais piadas, mas que não pode, porque elas iriam enfurecer seu braço direito, Gianni Letta - cujas responsabilidades incluem fazer a ponte entre o primeiro-ministro e o Vaticano.
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