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UTILIDADES PÚBLICAS

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Sistema falha na defesa a testemunha

Um  trabalhador que ajudou a polícia a evitar um dos maiores assaltos à carro-forte em Natal e a desarticular uma quadrilha perigosa que agia no Rio Grande do Norte está desempregado, acuado, desamparado e esquecido pelo poder público do Rio Grande do Norte. Wellington Lima de Farias, 22 anos, é vítima de um sistema que não funciona. Ao denunciar os assaltantes, ele cumpriu o papel de um bom cidadão para, depois, constatar que o poder público e o sistema dito de “segurança pública e defesa social” não parece valorizar nem recompensar tais atitudes.   

A vida do jovem que parecia ser normal como a de qualquer outro garoto da mesma idade mudou “como um passe de mágica” e se tornou um pesadelo. Deprimido, à espera de algum tipo “justiça”, Wellington vive sustentado pela família que sofre junto com o trabalhador, várias vezes ameaçado de morte. 

Até o ano passado, Wellington era funcionário da empresa Sena Terceirização de Serviços Limitada e prestava serviço como auxiliar operacional no supermercado Hiper BomPreço da avenida Alexandrino de Alencar, em Morro Branco.  Uma das funções dele era preencher uma planilha com os horários de chegada e saída do carro-forte no supermercado e a quantidade de malotes que abasteciam o carro-forte.  

Empresa demitiu Wellington dois dias após a ação

Wellington afirma que a Sena Terceirização de Serviços Limitada, assim como o Hiper Bompreço prometeram que ele não seria prejudicado e que ajudando a polícia não ficaria desassistido.

A ação da polícia contra os bandidos ocorreu no dia 07 de agosto de 2009. O que Wellington não esperava é que todas as promessas feitas a ele pelas empresas – incluindo uma garantia de trabalho e mudança de Estado – fossem esquecidas.

Dois dias depois do ocorrido no estacionamento do supermercado Hiper Bompreço, Wellington foi demitido. “Me telefonaram e pediram para que eu fosse até a Sena. Lá fui informado de que havia sido dispensado porque a empresa não precisava mais dos meus serviços”.

A mãe de Wellington, que preferiu não se identificar, contou que o filho entrou em depressão. “Ele ficou doente mesmo. Primeiro porque não conseguia dormir por ter sido, durante tanto tempo (três meses) ameaçado pelos bandidos, depois por ter sido demitido”, desabafou a mulher, desesperada com a situação do filho.  

Quadrilha foi presa em Agosto de 2009

Policiais civis abortaram na manhã da sexta-feira – 7 de Agosto de 2009 – a ação de uma quadrilha perigosa e bem estruturada. O assalto aconteceria à um carro-forte dentro do estacionamento do supermercado Hiper Bompreço, na avenida Alexandrino de Alencar, em Barro Vermelho. Cinco membros do bando estavam dentro do estacionamento em um veículo Celta de cor vermelha e placas MYT 4857 (teria sido roubado no dia anterior em Cidade Jardim).

Outros bandidos aguardavam do lado de fora em um outro carro. Houve tiroteio e três assaltantes morreram no local. Heberton Xavier da Silva, 29, Kelson da Silva Pereira, 29 e João Maria Braz da Silva, 27. Luiz Paulo de Lima, 25 foi atingido com um tiro no pé e Rogério Nascimento da Silva, 29 (ele não foi baleado). Um policial teve ferimentos leves.    

Homens da PM, fortemente armados, isolaram parte da avenida Alexandrino de Alencar e ruas adjacentes. O trânsito precisou ser desviado.  O helicóptero da Secretária de Segurança Pública e Defesa Social sobrevoou a área.

FONTE: TRIBUNA DO NORTE

NOTA: COMO PODEMOS PEDIR AJUDA A SOCIEDADE SE QUANDO ELA AJUDA O ESTADO LHE VIRA AS COSTAS, JÁ DIFÍCIL A SOCIEDADE AJUDAR, E ESTE CASO AUMENTA MAIS AINDA ESTA DIFICULDADE. LAMENTÁVEL!  

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