Katarina das Vitórias
O alcool em gel é usado principalmente para higienizar as mãos
Foi publicada hoje (26) pela manhã, no Diário Oficial da União, a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que torna obrigatório o uso de álcool gel para higienização das mãos nas unidades de saúde de todo o país. A medida é considerada pelo órgão a mais importante e de menor custo para a prevenção e o controle das infecções em ambientes hospitalares, principalmente pela super-bactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC).
O produto também deverá ser colocado em salas onde haja atendimento de pacientes. O uso do álcool gel (70%) será obrigatório nos estabelecimentos públicos e particulares, que terão 60 dias, a partir de hoje, para o cumprimento. O uso do produto, porém, não dispensa a lavagem das mãos com água e sabão.
A norma é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com intuito de prevenir e controlar infecções em pacientes e profissionais que atuam em hospitais. A higienização com álcool será obrigatória nas salas de triagem, de pronto-atendimento, nas unidades de urgência e emergência, em ambulatórios, nas unidades de internação, de terapia intensiva, em clínicas e consultórios. Vai valer também para os serviços de atendimento móvel e nos locais onde forem realizados quaisquer procedimentos evasivos.
Os hospitais do Rio Grande do Norte, assim como, grande parte das unidades hospitalares de todo o país, já vinha utilizando o produto muito antes da determinação obrigatória da Anvisa. "É estritamente necessário que soluções alcoólicas sejam utilizadas antes de qualquer procedimento; em vacinações, antes e depois do contato com pacientes, antes e depois da remoção das luvas. Isso é nosso dever", disse a enfermeira do Hospital Walfredo Gurgel, Maria Fernandes Macedo.
"O problema é que nem todos os profissionais têm essa consciência. O uso do álcool evita quase 85% das infecções hospitalares. Acompanhantes e visitantes do hospital também passam pela sala de higienização", explica a enfermeira. "As mãos precisam estar lavadas também, com água e sabão; o uso do álcool não dispensa a lavagem", completou Maria Fernandes.
A Anvisa aprovou também, na última sexta-feira (22), uma norma para estimular a higienização de profissionais de saúde e evitar novos casos da superbactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC) e de outros microorganismos resistentes a antibióticos. Pela norma, o uso do álcool gel será obrigatório nos hospitais e nas clínicas públicas e particulares. Os estabelecimentos terão 60 dias para cumprir a norma a partir da publicação da resolução no Diário Oficial da União.
A venda de antibióticos em drogarias terá o mesmo tratamento dos medicamentos de tarja preta, ou seja, terão a receita retida. A medida busca evitar a venda indiscriminada desses medicamentos. Os estabelecimentos terão um prazo de 30 dias para se adequarem à norma.
Medidas preventivas
A super-bactéria KPC é resistente a antibióticos. Ela surgiu em 2000, nos Estados Unidos, e hoje é uma preocupação mundial. No Brasil, esse micro-organismo está presente tanto em hospitais públicos como privados, em vários estados. O Rio Grande do Norte ainda não apresentou casos, e todas as medidas necessárias de higienização estão sendo praticadas.
Em outra resolução, a Anvisa determinou que as vacinas influenza a serem utilizadas no Brasil em 2011 só deverão ser produzidas e comercializadas se estiverem dentro das determinações previstas. "É vedada à utilização de quaisquer outras cepas de vírus em vacina influenza no Brasil, sendo que as atualmente comercializadas ou fabricadas fora destas determinações deverão ser retiradas do mercado até 31 de janeiro do próximo ano", afirma a resolução. As vacinas deverão conter três tipos de cepas de vírus, definidas na resolução.
O produto também deverá ser colocado em salas onde haja atendimento de pacientes. O uso do álcool gel (70%) será obrigatório nos estabelecimentos públicos e particulares, que terão 60 dias, a partir de hoje, para o cumprimento. O uso do produto, porém, não dispensa a lavagem das mãos com água e sabão.
A norma é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com intuito de prevenir e controlar infecções em pacientes e profissionais que atuam em hospitais. A higienização com álcool será obrigatória nas salas de triagem, de pronto-atendimento, nas unidades de urgência e emergência, em ambulatórios, nas unidades de internação, de terapia intensiva, em clínicas e consultórios. Vai valer também para os serviços de atendimento móvel e nos locais onde forem realizados quaisquer procedimentos evasivos.
Os hospitais do Rio Grande do Norte, assim como, grande parte das unidades hospitalares de todo o país, já vinha utilizando o produto muito antes da determinação obrigatória da Anvisa. "É estritamente necessário que soluções alcoólicas sejam utilizadas antes de qualquer procedimento; em vacinações, antes e depois do contato com pacientes, antes e depois da remoção das luvas. Isso é nosso dever", disse a enfermeira do Hospital Walfredo Gurgel, Maria Fernandes Macedo.
"O problema é que nem todos os profissionais têm essa consciência. O uso do álcool evita quase 85% das infecções hospitalares. Acompanhantes e visitantes do hospital também passam pela sala de higienização", explica a enfermeira. "As mãos precisam estar lavadas também, com água e sabão; o uso do álcool não dispensa a lavagem", completou Maria Fernandes.
A Anvisa aprovou também, na última sexta-feira (22), uma norma para estimular a higienização de profissionais de saúde e evitar novos casos da superbactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC) e de outros microorganismos resistentes a antibióticos. Pela norma, o uso do álcool gel será obrigatório nos hospitais e nas clínicas públicas e particulares. Os estabelecimentos terão 60 dias para cumprir a norma a partir da publicação da resolução no Diário Oficial da União.
A venda de antibióticos em drogarias terá o mesmo tratamento dos medicamentos de tarja preta, ou seja, terão a receita retida. A medida busca evitar a venda indiscriminada desses medicamentos. Os estabelecimentos terão um prazo de 30 dias para se adequarem à norma.
Medidas preventivas
A super-bactéria KPC é resistente a antibióticos. Ela surgiu em 2000, nos Estados Unidos, e hoje é uma preocupação mundial. No Brasil, esse micro-organismo está presente tanto em hospitais públicos como privados, em vários estados. O Rio Grande do Norte ainda não apresentou casos, e todas as medidas necessárias de higienização estão sendo praticadas.
Em outra resolução, a Anvisa determinou que as vacinas influenza a serem utilizadas no Brasil em 2011 só deverão ser produzidas e comercializadas se estiverem dentro das determinações previstas. "É vedada à utilização de quaisquer outras cepas de vírus em vacina influenza no Brasil, sendo que as atualmente comercializadas ou fabricadas fora destas determinações deverão ser retiradas do mercado até 31 de janeiro do próximo ano", afirma a resolução. As vacinas deverão conter três tipos de cepas de vírus, definidas na resolução.
FONTE: CORREIO DA TARDE
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