Paulo de Sousa // jpaulosousa.rn@dabr.com.b
Mesmo após ter sua garagem destruída com um deslizamento de terra que avançou sobre sua casa, na Rua Itaú, em Cidade da Esperança, Zona Oeste de Natal, por volta das 8h30, a autônoma Margarida Bandeira de Farias, 60 anos, está decidida a não abandonar o imóvel. "Vou continuar morando aqui, pois não tenho outro lugar para ir". Ela ficou presa na residência, pois a entrada foi soterrada, e precisou ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros. De acordo com a Defesa Civil do município de Natal, existem cerca de 50 zonas de risco para moradias em vários bairros da capital potiguar (leia matéria e quadro abaixo).
Margarida Bandeira conta que estava dormindo quando foi acordada com o barulho do muro desabando. "Acordei assustada e quase morro, pois sou hipertensa". Além dela, seu marido, o ambulante Manoel Miranda, 50, também se encontrava na casa. Esse, porém, já estava acordado. Parte da duna onde se localiza o imóvel deslizou e destruiu a garagem, soterrando também o veículoFiat Palio Cinza, pertecente ao casal. Nenhum dos dois sofreu qualquer ferimento.
| Bombeiros isolaram a área da residência na Rua Itaú, Zona Oeste da capital. A moradora Margarida disse que não tem para onde ir e que continuará na casa Fotos: Carlos Santos/DN/D.A.Press |
Margarida Bandeira diz recusar-se a sair da casa, alegando não ter onde morar. "Eu não tenho outro lugar para ir. Quando os bombeiros saírem, eu vou dar um jeito de retirar o carro e reconstruir a garagem". Manoel Mirandaconta que há cerca de dois anos o muro da garagem vinha rachando, mesmo assim, eles não quiseram deixar o imóvel. "Ontem mesmo abriu um buraco na parede, mas eu cimentei. Mas agora caiu tudo de uma vez".
O ambulante revela ainda que parte do imóvel foi soterrada uma outra vez, há cerca de quatro anos. "A duna tinha derrubado parte do muro lateral, mas o refizemos totalmente". Há 12 anos morando na casa, que é própria, Margarida Bandeira confessa temer um acidente mais grave, no entanto, não pretende deixar o local. O tenente Roberto alega que, com o termo de interdição, a polícia pode retirar os proprietários do local.
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fonte: diario de natal
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