Andrey Ricardo
Da Redação
Prestes a completar cinco anos do assassinato do empresário Arlan Carlos Gadelha, morto a tiros em 5 de setembro de 2005, familiares da vítima terão a oportunidade de ver o julgamento do segundo acusado. Três pessoas são acusadas de participação direta ou indireta nesse crime. Samuel da Costa Lima, o "Língua de Veludo", mentor do crime, foi condenado a 21 anos de reclusão em 2009. Seu filho, Sanmario Yure da Costa Lima, co-autor, será julgado em 15 de setembro - falta só o matador.
O julgamento de Sanmario, que fugiu recentemente da Cadeia Pública Juiz Manoel Onofre Lopes, na zona rural de Mossoró, faz parte da primeira Reunião Ordinária do Tribunal de Júri Popular da Comarca de Mossoró. Além dele, sentam no banco dos réus outros 23 acusados de homicídios cometidos na cidade entre 2003 e 2009. Mesmo sendo considerado foragido, Sanmario será submetido ao julgamento do Júri Popular, é o que se chama na área do direito como "julgamento à revelia". Caso seja condenado, a Justiça determina automaticamente sua prisão por sentença.
De acordo com as investigações que foram conduzidas pelo delegado José Milton Rodrigues, hoje aposentado, Sanmario teria participado diretamente do plano de execução de Arlan Carlos Gadelha, que inclusive era seu amigo. Ele conduziu a vítima até o local do assassinato, sem que o mesmo desconfiasse. Lá, estava à espera o pistoleiro Cosme Wendel Rodrigues, que foi preso na época, mas também está foragido. Ele é o único que ainda não foi julgado, mas na época das investigações, foi preso, confessou o crime e ainda apontou a participação de Samuel e de Yure.
A investigação apontou que Sanmario e o seu pai, "Samuel Língua de Veludo", teriam arquitetado o crime com a intenção de ficar com o carro da vítima, um GM Astra que valia cerca de R$ 40 mil. Logo após o assassinato de Arlan Carlos, que era proprietário de duas lojas de celular no centro da cidade, Samuel foi à polícia e apresentou comprovantes de uma suposta dívida que a vítima teria com ele. Como pagamento, a vítima, antes de morrer, teria deixado o carro para quitar, o que foi negado na investigação. Com assinaturas falsas, Samuel tentou enganar os investigadores.
Preso outubro de 2006 em Macaíba, Cosme Wendel foi trazido para Mossoró, onde contribuiu com as investigações. Ele assumiu o crime, mas escapou alguns meses depois da Cadeia Pública de Mossoró. Já Sanmario Yure chegou a ser preso em maio de 2007, mas fugiu da Segunda Delegacia de Polícia Civil, onde funcionava um presídio provisório improvisado, hoje Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF). Em fevereiro do ano passado, Sanmario foi preso novamente. Dessa vez, com sinais de embriaguez, ele provocou vários acidentes e meses depois fugiu de novo.
Para familiares da vítima, o julgamento de Sanmario foi recebido como uma "boa notícia", entretanto, o fato de Sanmario e Cosme Wendel estarem foragidos deixa os familiares desanimados. "É bom que aconteça o julgamento dele. É mais um e nós esperamos que também seja condenado. Porém, o que nos preocupa é o fato deles estarem aí soltos e a polícia não faz nada. Pelo que soubemos, Sanmario está em Mossoró e já foi visto em vários lugares, andando normalmente", reclama uma pessoa da família de Arlan, que pediu para ser preservado por medo de possíveis represálias.
Da Redação
Prestes a completar cinco anos do assassinato do empresário Arlan Carlos Gadelha, morto a tiros em 5 de setembro de 2005, familiares da vítima terão a oportunidade de ver o julgamento do segundo acusado. Três pessoas são acusadas de participação direta ou indireta nesse crime. Samuel da Costa Lima, o "Língua de Veludo", mentor do crime, foi condenado a 21 anos de reclusão em 2009. Seu filho, Sanmario Yure da Costa Lima, co-autor, será julgado em 15 de setembro - falta só o matador.
O julgamento de Sanmario, que fugiu recentemente da Cadeia Pública Juiz Manoel Onofre Lopes, na zona rural de Mossoró, faz parte da primeira Reunião Ordinária do Tribunal de Júri Popular da Comarca de Mossoró. Além dele, sentam no banco dos réus outros 23 acusados de homicídios cometidos na cidade entre 2003 e 2009. Mesmo sendo considerado foragido, Sanmario será submetido ao julgamento do Júri Popular, é o que se chama na área do direito como "julgamento à revelia". Caso seja condenado, a Justiça determina automaticamente sua prisão por sentença.
De acordo com as investigações que foram conduzidas pelo delegado José Milton Rodrigues, hoje aposentado, Sanmario teria participado diretamente do plano de execução de Arlan Carlos Gadelha, que inclusive era seu amigo. Ele conduziu a vítima até o local do assassinato, sem que o mesmo desconfiasse. Lá, estava à espera o pistoleiro Cosme Wendel Rodrigues, que foi preso na época, mas também está foragido. Ele é o único que ainda não foi julgado, mas na época das investigações, foi preso, confessou o crime e ainda apontou a participação de Samuel e de Yure.
A investigação apontou que Sanmario e o seu pai, "Samuel Língua de Veludo", teriam arquitetado o crime com a intenção de ficar com o carro da vítima, um GM Astra que valia cerca de R$ 40 mil. Logo após o assassinato de Arlan Carlos, que era proprietário de duas lojas de celular no centro da cidade, Samuel foi à polícia e apresentou comprovantes de uma suposta dívida que a vítima teria com ele. Como pagamento, a vítima, antes de morrer, teria deixado o carro para quitar, o que foi negado na investigação. Com assinaturas falsas, Samuel tentou enganar os investigadores.
Preso outubro de 2006 em Macaíba, Cosme Wendel foi trazido para Mossoró, onde contribuiu com as investigações. Ele assumiu o crime, mas escapou alguns meses depois da Cadeia Pública de Mossoró. Já Sanmario Yure chegou a ser preso em maio de 2007, mas fugiu da Segunda Delegacia de Polícia Civil, onde funcionava um presídio provisório improvisado, hoje Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF). Em fevereiro do ano passado, Sanmario foi preso novamente. Dessa vez, com sinais de embriaguez, ele provocou vários acidentes e meses depois fugiu de novo.
Para familiares da vítima, o julgamento de Sanmario foi recebido como uma "boa notícia", entretanto, o fato de Sanmario e Cosme Wendel estarem foragidos deixa os familiares desanimados. "É bom que aconteça o julgamento dele. É mais um e nós esperamos que também seja condenado. Porém, o que nos preocupa é o fato deles estarem aí soltos e a polícia não faz nada. Pelo que soubemos, Sanmario está em Mossoró e já foi visto em vários lugares, andando normalmente", reclama uma pessoa da família de Arlan, que pediu para ser preservado por medo de possíveis represálias.
Crimes ocorreram entre 2001 e 2009
A primeira pauta do Tribunal de Júri Popular da Comarca de Mossoró terá processos registrados a partir de 2001, até crimes mais recentes, como alguns ocorridos em 2009. Ao todo, 23 pessoas serão julgadas por crimes de homicídio. Algumas estão foragidas da Justiça, mas a maior parte deles continua presa.
José Erivan Rodrigues Cabral, de 29 anos, senta no banco dos réus sob acusação de ter assassinado o agricultor Manoel Ferreira da Costa Neto, que tinha 36 anos e foi morto a tiros em fevereiro de 2009. De acordo com as investigações conduzidas pelo delegado Rubério Pinto, da Segunda Delegacia de Polícia, o crime tem motivos territoriais.
A vítima e o acusado residiam, na época do crime, nas terras da antiga Mossoró Agroindustrial S.A. (MAISA), mais precisamente na Vila Angicos. A disputa por terras entre os dois teria culminado com o assassinato de Manoel.
Além de Erivan e Sanmario Yure, sentam no banco dos réus os seguintes acusados: Vivaldo Luciano Galvão, José Eriosvaldo Amorim, processo de 2004; Francisco Andrade da Silva e Aureliano Paulino da Silva, processo de 2006; Jusilei Fernandes Moisés da Silva, de 2004; Francisco Nogueira de Oliveira, 2008; Raimundo Cleiton Ferreira da Silva, 2004; Marcelo Elias do Nascimento, 2007; Francisco Estevam Barbosa, 2001 - o mais antigo dos processos dessa pauta; Alexandrino Suassuna B. Filho, 2009; Erisvaldo Monteiro da Silva, 2006; Francisco Edilson T. de Andrade e Otacílio Carlos de Almeida, 2007; Ivanilson Lucas de Paula, 2008; Francisco Edmilson D. da Silva, 2004; Sebastião Medeiros Lima, 2006; Elenilson José de Lima, 2005; Ivanaldo Alves da Silva, 2005; Jean Talismã B. Ferreira, 2004; Erondina Maria da Silva, 2004; Rodrigo Souza de Oliveira, 2006; ede 2004.
Os julgamentos serão realizados entre os dias 23 de agosto e 29 de setembro deste ano, na Comarca de Mossoró e serão presididos pelos juízes: Ana Cláudia Secundo da Luz e Lemos, Pedro Rodrigues Caldas Neto, Uefla Fernandes Duarte Fernandes, Giulliana Silveira de Souza Lima, Renato Vasconcelos Magalhães e Welma Maria Ferreira de Menezes, a titular da Primeira Vara Criminal de Mossoró.
A primeira pauta do Tribunal de Júri Popular da Comarca de Mossoró terá processos registrados a partir de 2001, até crimes mais recentes, como alguns ocorridos em 2009. Ao todo, 23 pessoas serão julgadas por crimes de homicídio. Algumas estão foragidas da Justiça, mas a maior parte deles continua presa.
José Erivan Rodrigues Cabral, de 29 anos, senta no banco dos réus sob acusação de ter assassinado o agricultor Manoel Ferreira da Costa Neto, que tinha 36 anos e foi morto a tiros em fevereiro de 2009. De acordo com as investigações conduzidas pelo delegado Rubério Pinto, da Segunda Delegacia de Polícia, o crime tem motivos territoriais.
A vítima e o acusado residiam, na época do crime, nas terras da antiga Mossoró Agroindustrial S.A. (MAISA), mais precisamente na Vila Angicos. A disputa por terras entre os dois teria culminado com o assassinato de Manoel.
Além de Erivan e Sanmario Yure, sentam no banco dos réus os seguintes acusados: Vivaldo Luciano Galvão, José Eriosvaldo Amorim, processo de 2004; Francisco Andrade da Silva e Aureliano Paulino da Silva, processo de 2006; Jusilei Fernandes Moisés da Silva, de 2004; Francisco Nogueira de Oliveira, 2008; Raimundo Cleiton Ferreira da Silva, 2004; Marcelo Elias do Nascimento, 2007; Francisco Estevam Barbosa, 2001 - o mais antigo dos processos dessa pauta; Alexandrino Suassuna B. Filho, 2009; Erisvaldo Monteiro da Silva, 2006; Francisco Edilson T. de Andrade e Otacílio Carlos de Almeida, 2007; Ivanilson Lucas de Paula, 2008; Francisco Edmilson D. da Silva, 2004; Sebastião Medeiros Lima, 2006; Elenilson José de Lima, 2005; Ivanaldo Alves da Silva, 2005; Jean Talismã B. Ferreira, 2004; Erondina Maria da Silva, 2004; Rodrigo Souza de Oliveira, 2006; ede 2004.
Os julgamentos serão realizados entre os dias 23 de agosto e 29 de setembro deste ano, na Comarca de Mossoró e serão presididos pelos juízes: Ana Cláudia Secundo da Luz e Lemos, Pedro Rodrigues Caldas Neto, Uefla Fernandes Duarte Fernandes, Giulliana Silveira de Souza Lima, Renato Vasconcelos Magalhães e Welma Maria Ferreira de Menezes, a titular da Primeira Vara Criminal de Mossoró.
FONTE: JORNAL DE FATO
Um comentário:
sanmario e inocente
Postar um comentário