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UTILIDADES PÚBLICAS

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Combate ao tráfico e mortes

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Delegado Jacob Stevenson, titular do 32º DP, comanda diligências
NATINHO RODRIGUES
  

 Clique para AmpliarLocal de crime: os assassinatos são a maior preocupação das autoridades de Segurança Pública, na área do Grande Bom Jardim, e muitos têm relação com o tráfico de drogas  MIGUEL PORTELA

 Nos primeiros meses do ano, 20 pessoas já foram presas no bairro em operações realizadas pela Polícia Civil

Os homicídios e o tráfico de drogas caminham de "mãos dadas" no Grande Bom Jardim. A maioria dos assassinatos ocorridos naquela área da Cidade tem ligação com a disputa pela venda de entorpecentes ou pelo controle de pontos de vigilância clandestina das milícias instaladas ali.

Com o objetivo de reduzir esses índices e mudar a realidade do bairro, a Polícia Civil têm intensificado as ações contra traficantes, com mais de 20 prisões somente nos primeiros meses do ano e também atuando de forma rigorosa na investigação dos crimes de morte, com mais vários homicídios esclarecidos em 2010.

Segundo o delegado Jacob Stevenson Mendes, titular do 32º DP (Bom Jardim), essas duas frentes precisam ser atacadas simultaneamente. "Estamos realizando várias operações policiais no Bom Jardim contra o tráfico de drogas, assim como no combate a ações desencadeadas por outros criminosos (homicídios) com o objetivo de retomar o controle de regiões que antes eram de sua influência ou de outros traficantes que já foram presos".

Conforme dados divulgados pelo titular do 32º DP, no ano de 2009, 22 pessoas foram presas sob acusação de tráfico de drogas, em ações realizadas unicamente por policiais daquela distrital, sem contar com outras operações realizadas pela Delegacia de Narcóticos (Denarc) e pela Polícia Militar (PM). Segundo Mendes, o número de prisões este ano já superou a quantidade de detenções realizadas em todo o ano passado. A explicação para o incremento das ações, de acordo com o delegado, são os investimentos feitos no Território da Paz. "Os projetos do Pronasci, implantados no Grande Bom Jardim, estruturaram a delegacia, aumentando o número de policiais nos quadros da delegacia, reforçando assim o Grupo de Trabalho de Policiamento Comunitário", explica.

Apesar dos avanços, Mendes reconhece que o tráfico de drogas é um inimigo difícil de ser enfrentando. "O tráfico de drogas na área do 32º DP é pulverizado, têm uma estrutura criada ou assumida por indivíduos que têm a sua origem na classe operária, viciados que passam a traficar para sustentar seu vício ou pessoas pobres das favelas". Outro problema apontado pelo delegado é a geografia das comunidades pobres. "A fuga de bandidos pelas vielas pouco conhecidas dos policiais é outra grande preocupação. São áreas de completo domínio deles. Isso facilita a ação desses criminosos".

Para superar esses obstáculos, o titular do 32º DP ressalta que operações de inteligências estão sendo realizadas ali com frequência. "Estamos traçando um minucioso mapeamento sobre o tráfico de drogas no Grande Bom Jardim. Levantamos muitos dados, buscando mapear os locais de atuação das quadrilhas, incluindo os perfis dos chefes do tráfico, o poder de armamento dos grupos".

INVESTIGAÇÕES
Crimes esclarecidos e novas prisões


Os índices de homicídios no Grande Bom Jardim são alarmantes. Somente este ano, aproximadamente 60 pessoas foram assassinadas naquela área da Cidade. Em muitos crimes, a mesma característica: dois homens em motos ou bicicletas, um desce e efetua vários disparos contra a vítima e fogem. Esse tipo de ação, ligada à falta de testemunhas, que não se apresentam temendo represálias, dificulta a identificação dos agressores.

De acordo com o delegado Jacob Stevenson Mendes, a Polícia tem trabalhado em cima dessas circunstâncias para conseguir esclarecer o maior número possível de casos. Em 2010, cerca de 50 por cento dos assassinatos foram desvendados, com os autores identificados, alguns já presos e outros com prisão preventiva decretada que estão sendo procurados, conforme Jacob Stevenson.

Para o delegado, uma forma de obter melhores resultados contra esses crimes são as investigações rápidas. "O que reduz o crime não é a quantidade da pena, mas é a certeza de que o indivíduo vai ser punido, pois reforça a convicção em torno da eficácia do Estado. Por isso, precisamos dar uma resposta rápida", afirmou.

O delegado cita como exemplo os dois últimos casos desvendados pelos inspetores do 32º DP, com menos de um mês de diligências. Os crimes tiveram como vítimas, duas jovens de 13 e 19 anos, mortas dentro de suas residências a faca e a bala. Segundo Mendes, os autores já foram identificados e tiveram as prisões preventivas solicitadas à Justiça.

O primeiro crime ocorreu na Rua Eça de Queiroz, bairro Parque São José, no dia 13 de maio deste ano. A jovem Lara Maria dos Santos, 19, foi morta em sua residência por um homem identificado como Israel Abreu Rodrigues, 40.


EMERSON RODRIGUES
Fonte ; Diario do Nordeste

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