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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Novo comandante do 2º BPM, diz que quer trabalhar em parceria com a sociedade

Oficialmente à frente do segundo mais importante Batalhão de Polícia Militar do Rio Grande do Norte desde sexta-feira passada, o tenente-coronel Eliezer Felismino Rodrigues fala ao DE FATO sobre sua nova missão e diz que é um privilégio comandar uma região tão importante. Questionado sobre seu método de trabalho, ele surpreende e diz que, apesar de estar em uma instituição militar, não gosta de comandar apenas dando ordens. Eliezer diz que prefere trabalhar em conjunto com seus subordinados. Sobre as drogas, ele reconhece as dificuldades e cobra mais participação de toda a sociedade. Com 27 anos dos seus 49 dedicados à Polícia Militar, Eliezer fala sobre outros assuntos. Acompanhe a entrevista:

JORNAL DE FATO - Comandante, primeiro gostaria que o senhor nos relatasse suas experiências anteriores.
ELIEZER FELISMINO - Olha, eu inicialmente... Meu divisor de águas foi quando servi o Exército em 1981. Eu tive a oportunidade, naquela época, de fazer o Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva. É uma unidade de Natal. E foi a partir daí que a gente despertou essa coisa da vida militar. Em 83 eu ingressei na Escola de Oficiais, em Pernambuco, onde eu fiz o curso já como oficial da Polícia Militar do Rio Grande do Norte. Os primeiros anos da minha vida policial aqui no RN foram no Corpo de Bombeiros (antes pertencia à PM). De lá, fui fazer um curso de educação física na Polícia Militar de São Paulo e, quando voltei, eu fui ser professor de educação no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CEFAP). Foi aí que comecei a galgar algumas funções policiais. Fui comandante e delegado de várias cidades da Grande Natal. Em Natal, trabalhei na Companhia de Trânsito, que era a única que existia naquela época... Fui um dos fundadores da Academia de Polícia Militar e depois fui para Caicó, onde passei 12 anos. Lá cheguei como comandante de Companhia, subcomandante do Batalhão e depois comandante. Fui transferido para Assu, depois voltei para a Academia e agora estou em Mossoró e aqui estamos para começar essa nova empreitada, que não é fácil, mas não é desesperador para nós que já temos certa experiência.

HOJE (sexta-feira passada), o senhor vai tomar posse do mais importante Batalhão do interior do Estado, mas já vinha se inteirando da situação há uma semana. Quais foram ou quais serão as primeiras medidas adotadas?

INICIALMENTE, quando chegamos a uma unidade nessa fase de transição, nós temos muitas coisas para verificar. Tem a parte administrativa, a logística, o pessoal, a carga, que é muito material, as condições do sistema de informática, o sistema de comunicação... Então, é uma série de coisas que você tem que levantar. Eu confesso, pela envergadura do Batalhão, ainda não deu tempo, mas nós elencamos algumas prioridades, aquelas que a situação estava mais nevrálgica... Mas, no geral, encontramos uma tropa bem compromissada, oficiais unidos, um Batalhão com bons equipamentos, viaturas novas... Tem armamento, não digo suficiente, mas o necessário para a nossa atividade e alguns pormenores...

CADA GESTOR tem sua maneira de trabalhar e acredito que na Polícia Militar não seja diferente. O senhor tem como explicar o método de trabalho que será desenvolvido aqui em Mossoró no seu comando?

A MINHA FORMA de trabalhar é sempre no sentido de que você leve aos seus... Algumas pessoas acham essa retórica um pouco esquisita para um militar, mas meu método de trabalhar é este: eu não tenho comandados, tenho colaboradores, não faço gestão de pessoas, faço gestão com pessoas. Então, esse sempre foi o meu ritmo. É lógico que nós temos leis rígidas. Temos duas bases para serem seguidas, que é a disciplina e hierarquia, mas nem por ter essa dureza, nos despirmos de humanidade. Então, o princípio básico para que tenha harmonia no trabalho é a amizade e a fidelidade para que todos possam comungar dos mesmos pensamentos. Essa é a expectativa de trabalho interno, com o que nós temos aqui. Com o público externo, porque segurança pública não é só Polícia Militar, Polícia Civil... Mas a comunidade como um todo. Os senhores, através da atividade de imprensa, também são uma forma de fazer segurança pública. Então, cada um, dentro do seu papel, tem alguma coisa que possa ser otimizada para a segurança pública.

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