O blog GTC MOSSORÓ procura por correspondentes em outras cidades para colaborar com nossas postagens diárias. Envie-nos fotos; relate o FATO; ENTRE EM CONTATO. Desde já,agradecemos a colaboração! VENHA FAZER PARTE DESTA EQUIPE! Interessados enviar e-mails para gtcmossoro@gmail.com,gtcmossoro@hotmail.com, SKYPE - gtcmossoro

Pesquisar este blog

UTILIDADES PÚBLICAS

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Rebelião na Cadeia Pública é abortada em mossoró - RN


Cerca de 80 detentos que estão presos em um dos pavilhões da Cadeia Pública Juiz Manoel Onofre de Souza, situada na zona rural de Mossoró, pretendiam realizar uma rebelião durante a tarde de ontem e, possivelmente, aproveitar o tumulto para fugir da unidade prisional. O plano de rebelião foi descoberto pela direção da unidade na quarta-feira, 21, e ontem, após uma negociação que não surtiu efeito, foi necessária a intervenção. Agentes penitenciários federais ajudaram os estaduais e policiais militares.
De acordo com o diretor da Cadeia Pública de Mossoró, Alexandre Nóbrega, o plano foi confirmado somente na quarta-feira, feriado alusivo ao Dia de Tiradentes. Na manhã de ontem, a direção se antecipou e tentou negociar com os presos do Pavilhão I, porém sem sucesso. Segundo Nóbrega, eles queriam visitas íntimas de pessoas não autorizadas pela Justiça - tem que ser parente. Alguns dos indícios de que a rebelião seria realizada de ontem para o fim de semana foram os vários pedidos de transferência de alguns presos com bom comportamento que estão no pavilhão I, e pediram mudança de cela.
Ontem de manhã, Nóbrega chegou a conversar com os detentos, mas "eles estavam irredutíveis". "Eu falei para eles que não é permitido pela lei o que eles estavam me pedindo, mas eles não quiseram conversa", explica o diretor da Cadeia Pública de Mossoró, que solicitou apoio da Polícia Militar e dos agentes penitenciários federais. Ao todo, foram cerca de 60 homens mobilizados para essa operação, entre agentes penitenciários federais e estaduais e policiais militares. "Cada uma das instituições, dentro de suas especialidades, contribuiu para o sucesso dessa operação", comemora o diretor da cadeia.
A operação de ontem, acompanhada com exclusividade pelo JORNAL DE FATO, tinha um caráter diferente daquela que foi realizada em fevereiro deste ano pelos agentes penitenciários federais, em parceria com os estaduais e a PM, na Cadeia Pública de Mossoró, que também foi acompanhada com exclusividade pela reportagem. Ontem, segundo o agente penitenciário federal Ígor Cardoso, o objetivo era identificar os líderes do motim e isolá-los dos outros detentos. Dos cerca de 80 presos que estavam no pavilhão I, pouco mais de cinco deles foram identificados como a liderança dos demais.
Segundo Nóbrega, para esses presos resta uma punição administrativa. Eles foram remanejados de suas celas para o chamado "castigo", que é um compartimento destinado para os presos "mais complicados". Nessa ala, os detentos ficam isolados dos demais. A punição, de acordo com o diretor da cadeia, pode durar até 30 dias, dependendo da transgressão cometida pelo detento. "Tenho certeza que essa operação de hoje serviu para acalmar os ânimos daqueles que estavam mais exaltados e também para servir como exemplo para os demais. Agora, eles vão pensar duas vezes", comenta.

Presos queriam usar rebelião para escapar
A suposta reivindicação por melhorias nas condições dentro da Cadeia Pública de Mossoró provavelmente seria utilizada como pano de fundo para uma fuga em massa. Durante a operação de ontem, foram apreendidas cordas e barras de ferro, bem como foi descoberto um pequeno buraco no refeitório da prisão. Ontem mesmo, a abertura na parede foi tapada.
Os presos tinham conseguido remover as barras de ferro que separam a ala administrativa do refeitório. De acordo com os agentes penitenciários estaduais, as barras foram removidas estrategicamente. Os presos removeram a primeira e a última dos gradeados, o que ficaria mais difícil de ser percebido durante a fiscalização.
"Essas barras que eles removeram são tipo o 'alicerce' do gradeado. Depois que todas fossem arrancadas, eles iriam empurrar e derrubar a grade", comenta um agente penitenciário estadual, lembrando que, depois disso, haveria poucas barreiras até a parte externa da prisão. Mas, para isso, eles ainda teriam que passar pela recepção da unidade prisional, onde fica a guarda militar.
Além de isolar os presos que foram identificados como os líderes do motim de ontem, a direção da Cadeia Pública de Mossoró também resolveu suspender algumas concessões que tinham sido dadas aos detentos do pavilhão I. Entre os benefícios que estão suspensos até segunda ordem está o acesso à televisão e rádios. "Da outra vez (na revista feita em fevereiro) não tínhamos suspendido nada. Punimos apenas os líderes, mas agora todos serão punidos", destaca Nóbrega.
Três operações no RN
A operação realizada ontem pelos agentes penitenciários federais, juntamente com agentes estaduais e policiais militares, é mais um "fruto" da parceria firmada entre os governos Estadual e Federal, com a instalação do Presídio Federal de Mossoró, que foi oficialmente inaugurado no ano passado.
Em fevereiro deste ano, agentes penitenciários federais coordenaram uma grande operação na Cadeia Pública de Mossoró e apreenderam vários objetos, como telefones celulares, armas artesanais e outros.
Essa havia sido a primeira atuação dos agentes federais no Rio Grande do Norte desde que o Presídio Federal havia sido inaugurado. Depois disso, uma outra grande operação foi coordenada pela mesma equipe no Presídio Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, onde foram apreendidos, novamente, vários objetos. Na época, eles chegaram a até descobrir ligações de presos locais com o Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa de São Paulo com larga atuação em vários Estados brasileiros.
"Quando precisar, Alexandre (diretor da Cadeia Pública de Mossoró) sabe que pode contar com a gente. Ele chamou, a gente conseguiu a autorização de Brasília (refere-se ao Departamento Penitenciário Nacional-DEPEN) e veio", disse o agente penitenciário federal Ígor Barbosa, designado para falar com a imprensa ontem.
Fora as ações dentro das unidades prisionais, os agentes penitenciários federais também ajudaram na formação dos novos agentes penitenciários estaduais, ministrando aulas teóricas e práticas para os 600 agentes que foram convocados.

fonte:jornalde fato

Nenhum comentário: