Sílvia Miranda especial para o Diário de Natal
O juiz José Armando Ponte Dias Junior, auxiliar da 7ª vara Criminal de Natal, determinou um prazo de 60 dias para que a Delegacia Especializada em Defesa da Criança e do Adolescente, sob a responsabilidade da delegada Adriana Shirley de Freitas Caldas, conclua o inquérito policial a cerca do caso do desaparecimento de cinco crianças do bairro Planalto ocorridos entre os anos de 1998 e 2001. De acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, a decisão judicial foi encaminhada à delegada na tarde da segunda-feira, mas ela informou ontem que ainda não tinha recebido o ofício. A assessoria do TJ/RN disse que o prazo de 60 dias para conclusão do inquérito só começará a valer a partir do dia em que a decisão interlocutória, datada do dia 11 de março, chegar às mãos da delegada Adriana Shirley.
Sumiços espalharam terror e desespero na comunidade. Até hoje não se sabe o paradeiro das cinco vítimas Foto: Ana Amaral/DN/D.A Press |
A sequência de desaparecimentos das cinco crianças dos bairros Planalto e Felipe Camarão, na Zona Oeste de Natal, começou em 1998 e ficou conhecido como caso Planalto. Na época, a onda de raptos misteriosos de crianças, com idades entre 2 e 8 anos, deixou diversas mães desesperadas. Os relatos apontam para um possível sequestro dos pequenos, que supostamente teriam sido retirados de casa por alguém que aproveitou a distração dos familiares para "recolhê-las".
Adriana Shirley de Freitas Caldas é a atual responsável pela investigação Foto: Carlos Santos/DN/D.A Press |
Os sumiços começaram com o desaparecimento do pequeno Moisés Alves da Silva que, na época, tinha 2 anos de idade. A segunda a ser levada foi Joseane Pereira da Silva, 8, que dormia na casa de uma vizinha, quando desapareceupor volta das 15h, no início de 1999. No ano de 2000, Yuri Tomé Ribeiro e Gilson Enedino da Silva, ambos de 2 anos. Eles dormia com familiares em barracos quando foram raptados na madrugada. Por último, em 2001, foi a vez do desaparecimento da pequena Marília Gomes da Silva, 2, que também dormia em um barraco com familiares durante seu sumiço.
Mudanças
Nesses anos de investigações, mais de dez delegados presidiram o inquérito, mas até agora ninguém foi acusado e o paradeiro das crianças ainda não foi descoberto. Em fevereiro de 2009, o juíz da 7ª Vara Criminal de Natal, Fábio Wellington Ataíde Alves, determinou o segredo de justiça sobre as investigações com a finalidade de facilitar o trabalho de apuração dos crimes pela delegada Adriana Shirley, dessa forma a justiça fica impossibilitada de se pronunciar a cerca do caso até que o inquérito policial seja finalizado. fonte:diario de natal
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