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terça-feira, 23 de março de 2010

Após várias denúncias, suspeito de tráfico é preso na Ilha de Santa Luzia

O disque-denúncia antidrogas, que foi instalado em Mossoró em meados do ano passado, continua sendo uma das maiores armas da polícia contra o tráfico de entorpecentes na cidade. Ontem, mais uma operação foi realizada a partir de várias denúncias anônimas recebidas pela Delegacia de Narcóticos pelo disque-denúncia (0800-281-3315).

De acordo com o delegado Denys Carvalho da Ponte, da Especializada em Narcóticos, as denúncias começaram a chegar há cerca de dois meses. Os policiais começaram a investigar e descobriram a veracidade das denúncias, o que resultou na prisão do comerciante Alex Tanny Paiva de Melo, que tem 30 anos, mais conhecido como "Chocolate" e mora na Rua Lopes Bastos, s/n, bairro Ilha de Santa Luzia (zona leste), onde supostamente funcionava uma "boca".

Os policiais foram ontem ao local e ficaram observando de longe, podendo perceber que o movimento de usuários era intenso. Diante da constatação, os policiais resolveram invadir a residência. Depois de várias horas de busca, encontraram dois tabletes de maconha que estavam escondidos no telhado da casa e mais 27 pedras de crack que estavam escondidas dentro de um aparelho de som. "Quando eu apertei o botão pra ejetar o CD, encontrei as drogas", disse um dos agentes da Denarc.
Além do crack e da maconha, foram apreendidos ainda outros objetos que são característicos do tráfico de entorpecentes, como tesouras, sacos plásticos e dinheiro fracionado (R$ 34,00).

À Polícia, Alex disse que não era vendedor de drogas, mas sim usuário. Ao ser questionado sobre o movimento de usuários em sua residência, o suspeito declarou que "fazia caridade". Ao invés de vender a droga, ele disse que dava para "os chegados" em troca de alguns favores. Porém, a versão dele não convenceu o delegado Denys Carvalho, que o autuou em flagrante por tráfico.
Alex chegou a comentar com os policiais que vendeu uma casa por R$ 17 mil e que gastou todo o dinheiro com drogas (não para vender, mas sim para usar, segundo a versão do suspeito).
FONTE: JORNAL DE FATO

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