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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Drama: mulher tenta se jogar de Fórum pela segunda vez



Após perder a guarda do filho, Cláudia dos Santos está inconformada com a Justiça. Foi a segunda tentativa de suicídio em menos de duas semanas.


Carla Cruz
Mais uma vez foi frustrada a tentativa de suicídio de Cláudia Maria Nascimento dos Santos, de 36 anos. Na tarde desta segunda-feira (8), ela ficou cerca de uma hora e meia ameaçando se jogar do 4º andar do Fórum Miguel Seabra Fagundes, em Lagoa Nova. O motivo foi o mesmo da vez passada. Cláudia perdeu a guarda do filho para o ex-marido, o norueguês Leif Harry Hauge, de 42 anos.

Há 12 dias, no dia 27 de janeiro, ela havia ameaçado se jogar do 3º andar do Fórum. Na oportunidade, ela foi convencida a desistir do suicídio pelo delegado da Polícia Federal, Manoel Messias. Ele garantiu que o filho da dona de casa não havia viajado para a Europa. Porém, ao sair do Fórum, ela descobriu que Leif Harry realmente tinha levado o adolescente, de 12 anos.

Na tarde desta segunda-feira (8), por volta das 15h30, Cláudia, que está morando em Barra de Maxaranguape, veio até o Fórum e se encaminhou diretamente para o 4º andar. Colocou a bolsa em um canto da parede e subiu na janela que fica em frente à sala de audiência da 3ª vara cível.

Segundo os funcionários que trabalham no local, foi tudo muito rápido. E ninguém notou nenhuma movimentação.


O Corpo de Bombeiros foi acionado e poucos minutos depois foi iniciada a negociação. Cláudia Maria aparentava estar mais calma que da outra vez, no entanto, se mostrou irredutível. Por várias vezes, ficava muito próxima de cair, soltando as duas mãos do parapeito da janela.

Os bombeiros negociaram por cerca de uma hora e meia, mas não conseguiram convencê-la a desistir de se jogar.

Para facilitar a desistência de Maria Cláudia, um dos bombeiros chamou a imprensa para simular a gravação de uma reportagem que iria ao ar em rede nacional, mostrando a situação dela. A equipe de reportagem do Nominuto.com participou do processo de negociação, simulando a matéria.


No entanto, a dona de casa não desistia. Foi então que, em uma das vezes em que ela se distanciou mais da janela ameaçando se jogar, os bombeiros conseguiram fazer a abordagem e seguraram Maria Cláudia. Cinco homens participaram da operação e a puxaram para o prédio.

“Diferentemente da outra vez, desta não conseguimos convencê-la a sair do parapeito da janela. Como ela realmente ia se jogar, realizamos a abordagem. Fizemos a invasão tática em que cinco homens conseguiram resgatá-la”, contou o aspirante do BM, Pedro Henrique.


Ela chorava muito e se tremia. Um médico foi chamado para fazer o primeiro atendimento à dona de casa, que foi levada para a sala de audiência da 3ª vara cível.

Além do Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar fez o isolamento e segurança do local.

Histórico


Eram aproximadamente 15h15 da tarde do dia 27 de janeiro, quando Cláudia Maria se aproximou da janela e, desesperada, subiu no parapeito. Segundo o atual marido da dona de casa, o comerciante Luis Antônio Romeiro, foi questão de segundos. 

Segundo ele, o casal tinha ido até o Fórum ainda na tentativa de desfazer uma sentença judicial de 2007, que deu a guarda do adolescente, de 12 anos, para o pai norueguês. Chegando lá, o casal haveria recebido a notícia de que Leif Harry tinha conseguido a licença para sair do Brasil na última segunda-feira (25). Até então, ele estava impedido de sair do território nacional porque havia 41 meses que não pagava pensão alimentícia.

O casal, então, entrou em contato com um pastor evangélico que estava escondendo o adolescente, no estado de Goiás, a pedido da família. Foi quando Cláudia e Luis foram informados de que o pai dele o havia levado. Segundo Luis Antonio, o norueguês havia “negociado” com o pastor e retirado a criança de sua guarda.

De acordo com Luis Antonio, Cláudia Maria sofre de problemas depressivos e tem um longo histórico de traumas. Ela foi casada 3 anos com Leif Harry, tem dois filhos com o norueguês, um de 15 e o de 12 anos, e mais uma filha de outro relacionamento.

Cláudia e Leif se separaram em 2004. Na época, o norueguês havia sido preso após ser flagrado pela polícia em um motel com duas crianças. Ainda segundo o atual marido de Cláudia, o norueguês colocava um dos filhos do casal para assistir a filmes com conteúdo pornográfico.

A equipe de negociação foi liderada pelo major Luis Monteiro Júnior, comandante do Grupamento de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros Militar. Vestido em trajes civis, e com a ajuda da juíza Carmen Verônica Calafange, o major tentava a todo momento manter a mulher atenta, no sentido de impedir que ela pulasse, até o momento em que ela desistiu.
Segurança

Após a segunda tentativa de suicídio em menos de duas semanas, o que se questiona agora é a segurança do Fórum Miguel Seabra Fagundes. As janelas das quais Cláudia Maria tentou se jogar ficam no corredor dos andares e são largas.

Nas duas vezes, ela não teve dificuldade nenhuma para subir. Ao final da operação de resgate, os bombeiros questionavam o tipo de janela do local. Segundo eles, as janelas deveriam ter uma trava de segurança.

Os funcionários comentavam que a entrada de Cláudia Maria sem o acompanhamento de um policial deveria ser proibida. Caso contrário, corre o risco de ela voltar.
FONTE: NO MINUTO

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