SALVADOR - A polícia prendeu nesta quinta-feira um terceiro suspeito de participar do assassinato de um delegado no momento em que dava uma entrevista por telefone em Camaçari, na Bahia. O titular da 18ª Delegacia da cidade, Clayton Leão, estava conversando com os locutores da rádio Líder FM, pelo celular, quando foi baleado. A entrevista foi interrompida pelos gritos da mulher do delegado, que não ficou ferida. Na noite desta quarta-feira, dois suspeitos já haviam sido detidos: Rinaldo Valença de Lima, que teria dirigido o carro, e Edson Cordeiro, que teria feito os disparos.
Locutor- 'Prefeito, só para encerrar mesmo. E o caso Glauber, doutor?'
Delegado: - "Pera aí, pera aí, pera aí."
(( som de três tiros ))
Locutor: - "Doutor, doutor?"
Mulher do delegado - "Meu Deus do céu, meu Deus do céu, meu Deus do céu. pegaram Clayton aqui na Cascalheira, viu minha gente? Pelo amor de
- Ai meu Deus! Ai, meu Deus do Céu! Pelo amor de Deus, me ajuda - gritou a mulher.
O locutor ficou assustado e pediu ajuda da polícia.
- Alguma coisa grave aconteceu com o nosso delegado. Não tem outra justificativa. Ele estava ao vivo conversando comigo e com o Marco Antônio e depois entrou essa senhora em desespero. A gente precisa saber o que aconteceu. Ele estava em Arembepe, não é? Atenção, Polícia Civil. Ele estava na Estrada da Cascalheira - disse o locutor, ao vivo.
Segundo testemunhas, o delegado havia saído de casa para levar a mulher ao trabalho, numa clínica odontológica, e parou o carro numa estrada secundária, a Estrada da Cascalheira, para dar entrevista a uma rádio local. Um Corsa branco se aproximou. Um homem desceu e atirou duas vezes contra o delegado, na cabeça.
O carro usado pelos assassinos era um táxi que havia sido roubado na madrugada desta quarta-feira na Região Metropolitana de Salvador. O carro foi achado queimado em uma estrada de terra, na zona rural de Camaçari. O taxista já foi ouvido pela polícia.
O delegado assassinado estava na Polícia Civil da Bahia desde março de 2004 e trabalhava em Camaçari desde 2008. Ele havia completado 35 anos de idade em fevereiro passado e era considerado um bom policial.
- Ele estava fazendo um bom papel, um bom trabalho. Eu não sei se isso incomodou alguém - diz Carlos Lima, presidente do Sindicato da Polícia Civil.
FONTE: O GLOBO
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